Tensões, figurações e deslocamentos da cultura nacional na dramaturgia brasileira
Palavras-chave:
Carnaval. Teatro. Dramaturgia brasileira. Dioniso.Resumo
O presente texto busca refletir sobre o modo como a dramaturgia brasileira se constitui historicamente como um campo de tensões, deslocamentos e figurações, no qual o teatro, longe de apenas reproduzir modelos hegemônicos europeus, Incorpora forças subversivas ligadas ao dionisíaco, ao carnavalesco, ao cômico e ao Indômito. A partir da articulação entre Aristóteles, Nietzsche, Bakhtin, Bataille, Boal e Vilma Arêas, desenvolve-se a ideia de que o teatro no Brasil se formou de maneira fragmentária, desde práticas performativas coloniais até a consolidação de um sistema teatral moderno, sempre atravessado por contradições sociais, políticas e estéticas. Nesse percurso, a comédia assume papel central, sobretudo com Martins Pena e seus desdobramentos, por permitir a exposição das fraturas da vida nacional por meio do riso, da sátira, do grotesco e da Inversão. Ao chegar aos séculos XX e XXI, o texto discute como essa tradição de ruptura se prolonga em experiências modernas, políticas e coletivas, como o Teatro do Oprimido, o Teatro Oficina e a dramaturgia contemporânea, afirmando o teatro brasileiro como espaço de crítica, transgressão e reinvenção da cultura nacional.
Submissão: 19 mai. 2025 ⊶ Aceite: 27 dez. 2025
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