DOI: 10.33467/conci.v8i.23712  
DOSSIÊ  
ConCI: Conv. Ciênc. Inform. v. 8, n. especial, p. 01-23, 2025  
Diversidade sexual nas matrizes curriculares dos cursos  
de Biblioteconomia: análise nas regiões Norte e Nordeste  
Sexual Diversity in the curricula of Library Science  
Programs: An Analysis in the North and Northeast Regions  
Diversidad sexual en los planes de estudio de los cursos  
de Bibliotecología: un análisis en las regiones Norte y  
Nordeste  
Diversité sexuelle dans les Programmes d’études des  
cours de Bibliothéconomie : analyse dans les régions Nord  
et Nord-Est  
Izaias Marinho FREIRES1  
Leandra Alencar Soares Lima de PASSO2  
Italo Teixeira CHAVES3  
Maria Áurea Montenegro Albuquerque GUERRA4  
Marckson Roberto Ferreira de SOUSA5  
Correspondência  
Thiago Pinheiro Ramos de Oliveira.  
Submetido em: 15/09/2025  
Aceito em: 04/12/2025  
Publicado em: 30/12/2025  
1
Mestrando em Ciência da Informação e Bacharel em Biblioteconomia pela  
Universidade Federal do Ceará (UFC). Bolsista CAPES.  
2
Mestra em Ciência da Informação pelo Programa de Pós-Graduação em  
Ciência da Informação da Universidade Federal do Ceará (PPGCI/UFC).  
3 Doutorando em Ciência da Informação pelo Programa de Pós-Graduação em  
Ciência da Informação da Universidade Federal da Paraíba (PPGCI/UFPB)  
com bolsa de demanda social concedida pela CAPES.  
4
Professora do Departamento de Ciências da Informação da Universidade  
Federal do Ceará. Doutora em Educação Brasileira (UFC).  
5
Doutorado em Engenharia Elétrica na área de Processamento da Informação  
pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB).  
         
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RESUMO  
Discussões sobre diversidade sexual e seus impactos em diferentes  
esferas têm sido tópicos emergentes na Biblioteconomia, com vista  
à justiça social envolvendo questões de gênero e sexualidade.  
Considerando isso, essa investigação objetiva identificar e analisar a  
presença, abordagens e/ou conteúdos sobre diversidade sexual nas  
matrizes curriculares dos cursos de Biblioteconomia das regiões  
Norte e Nordeste do Brasil. Este trabalho se justifica pelo prisma  
social à medida que aborda questões relativas à diversidade sexual,  
essenciais à pessoa bibliotecária no tratamento aos usuários e na  
conscientização de seu papel enquanto formadora de opinião. Para  
operacionalizar a pesquisa, utilizou-se do Sistema de Regulação do  
Ensino Superior (e-MEC) para a seleção dos cursos de  
Biblioteconomia e, posteriormente, um estudo documental  
envolvendo as matrizes curriculares das disciplinas ofertadas,  
obrigatórias ou optativas. A partir da exploração do material, foi  
realizada uma leitura dos documentos para orientar a análise  
descritiva e qualitativa. Os resultados evidenciaram que ainda existe  
pouca representatividade nas disciplinas localizadas, apesar da  
região Nordeste se destacar em relação à oferta. Conclui-se que  
disciplinas sobre diversidade sexual e de gênero ainda são escassas  
nos cursos analisados, chamando atenção para a necessidade de  
traçar estratégias visando não somente integrar esses temas a  
formação de profissionais da área, como, ao mesmo tempo,  
fortalecer o vínculo com a sociedade, posto que essas questões  
compreendem aspectos identitários, culturais, políticos e sociais.  
Palavras-chave: Matriz curricular. Ensino de Biblioteconomia.  
Diversidade sexual. Norte. Nordeste.  
ABSTRACT  
Discussions about sexual diversity and its impacts in different spheres  
have been emerging topics in Library Science, with a view to social  
justice involving issues of gender and sexuality. Considering this, this  
research aims to identify and analyze the presence, approaches,  
and/or content related to sexual diversity in the curricula of Library  
Science courses in the North and Northeast regions of Brazil. This  
work is justified from a social perspective as it addresses issues  
related to sexual diversity, which are essential for librarians in their  
treatment of users and in raising awareness of their role as opinion  
makers. To operationalize the research, the Higher Education  
Regulation System (e-MEC) was used to select Library Science  
courses, followed by a documentary study involving the curricula of  
2
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the courses offered, whether mandatory or elective. Based on the  
exploration of the material, the documents were read to guide the  
descriptive and qualitative analysis. The results showed that there is  
still little representation in the subjects located, despite the Northeast  
region standing out in terms of supply. It was concluded that courses  
relating to sexual and gender diversity are still scarce in the programs  
analyzed, drawing attention to the need to develop strategies aimed  
not only at integrating these topics into the training of professionals in  
the field, but also at strengthening ties with society, given that these  
issues encompass aspects of identity, culture, politics, and society.  
Keywords: Curriculum matrices. Teaching of Library Science. Sexual  
diversity. North. Northeast.  
RESUMEN  
Los debates sobre la diversidad sexual y sus repercusiones en  
diferentes ámbitos han sido temas emergentes en Biblioteconomía,  
con miras a la justicia social en cuestiones de género y sexualidad.  
Teniendo esto en cuenta, esta investigación tiene como objetivo  
identificar y analizar la presencia, los enfoques y/o los contenidos  
sobre diversidad sexual en los planes de estudio de los cursos de  
Biblioteconomía de las regiones Norte y Nordeste de Brasil. Este  
trabajo se justifica desde el punto de vista social, ya que aborda  
cuestiones relacionadas con la diversidad sexual, esenciales para el  
bibliotecario en el trato con los usuarios y en la concienciación de su  
papel como formador de opinión. Para llevar a cabo la investigación,  
se utilizó el Sistema de Regulación de la Educación Superior (e-MEC)  
para seleccionar los cursos de Biblioteconomía y, posteriormente, se  
realizó un estudio documental de los planes de estudios de las  
asignaturas ofrecidas, tanto obligatorias como optativas. A partir de  
la exploración del material, se llevó a cabo una lectura de los  
documentos para orientar el análisis descriptivo y cualitativo. Los  
resultados evidenciaron que todavía existe poca representatividad en  
las disciplinas localizadas, a pesar de que la región Nordeste se  
destaca en relación con la oferta. Se concluye que las disciplinas  
sobre diversidad sexual y de género siguen siendo escasas en los  
cursos analizados, lo que llama la atención sobre la necesidad de  
trazar estrategias que no solo integren estos temas en la formación  
de los profesionales del área, sino que, al mismo tiempo, fortalezcan  
el vínculo con la sociedad, ya que estas cuestiones comprenden  
aspectos identitarios, culturales, políticos y sociales.  
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Palabras clave: Matriz curricular. Enseñanza de Biblioteconomía.  
Diversidad sexual. Norte. Nordeste.  
RESUMEN  
Les discussions sur la diversité sexuelle et ses impacts dans  
différents domaines ont été des sujets émergents en  
Bibliothéconomie, dans une perspective de justice sociale impliquant  
les questions de genre et de sexualité. Dans cette optique, cette  
recherche vise à identifier et à analyser la présence, les approches  
et/ou les contenus relatifs à la diversité sexuelle dans les  
programmes d'études des cours de Bibliothéconomie dans les  
régions Nord et Nord-Est du Brésil. Ce travail se justifie d'un point de  
vue social dans la mesure où il aborde des questions relatives à la  
diversité sexuelle, essentielles pour le bibliothécaire dans son rapport  
aux usagers et dans la prise de conscience de son rôle en tant que  
formateur d'opinion. Pour mener à bien cette recherche, le Système  
de Régulation de l'Enseignement Supérieur (e-MEC) a été utilisé pour  
sélectionner les cours de Bibliothéconomie, puis une étude  
documentaire a été réalisée à partir des programmes des matières  
proposées, obligatoires ou optionnelles. À partir de l'exploration du  
matériel, une lecture des documents a été effectuée afin d'orienter  
l'analyse descriptive et qualitative. Les résultats ont montré qu'il  
existe encore peu de représentativité dans les disciplines localisées,  
bien que la région Nord-Est se distingue en termes d'offre. On peut  
conclure que les disciplines traitant de la diversité sexuelle et de  
genre sont encore rares dans les cursus analysés, ce qui souligne la  
nécessité d'élaborer des stratégies visant non seulement à intégrer  
ces thèmes dans la formation des professionnels du secteur, mais  
aussi à renforcer le lien avec la société, étant donné que ces  
questions englobent des aspects identitaires, culturels, politiques et  
sociaux.  
Mots-clés:  
Programme  
scolaire.  
Enseignement  
de  
la  
Bibliothéconomie. Diversité sexuelle. Nord. Nord-Est.  
1 INTRODUÇÃO  
As questões de gênero e sexualidade não são atuais,  
entretanto preconceitos historicamente enraizados à identidade  
cultural brasileira persistem no seio social e incitam discussões que  
perpassam gerações, sem meios-termos ou resoluções. No contexto  
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nacional, Santos (2020) identificou a existência de políticas públicas  
voltadas à comunidade LGBTQIAPN+, constatando que a maioria  
dos estados contam com coordenadorias, mas ressaltando que suas  
políticas públicas envolvendo questões de gênero ainda são  
escassas.  
A educação é um dos instrumentos essenciais à superação de  
estigmas, pois somente a partir dela é que os indivíduos podem não  
somente se reconhecer enquanto seres críticos e entes coletivos,  
como também enxergar em seus semelhantes distintas formas de  
existência, experiências e expressões no mundo (Freire, 1996). No  
tocante a esta investigação, volta-se a atenção para marcadores  
sociais da diferença (Santos Neto, 2024), com ênfase na diversidade  
sexual.  
Na Biblioteconomia, a preocupação com temáticas correlatas a  
gênero e à sexualidade ainda representa um quantitativo diminuto  
quando comparada a outros subcampos (Barbosa, 2021; Santos  
Neto, 2024), principalmente àqueles em ascensão, a exemplo da  
Inteligência Artificial e da Ética da Informação. Todavia, a abertura do  
Grupo de Trabalho 12 em 2022, intitulado “Informação, Estudos  
Étnico-Raciais, Gênero e Diversidades” e vinculado ao Encontro  
Nacional de Pesquisa e Pós-Graduação em Ciência da Informação  
(ENANCIB), possibilitou uma ampliação na agenda de pesquisas  
sobre grupos historicamente subrepresentados (Passo; Nunes;  
Cavalcante, 2023).  
Nesse sentido, não somente a Ciência da Informação (CI), mas  
áreas como Arquivologia, Biblioteconomia e Museologia são  
contempladas anualmente no ENANCIB, e a criação do GT 12  
demonstra a relevância do debate acerca da diversidade sexual e  
demais aspectos interseccionais nas esferas supracitadas, como  
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enfatizado por Passo, Nunes e Cavalcante (2023). Entretanto, as  
discussões sobre essas temáticas não acontecem somente no  
evento e nas produções acadêmicas das áreas contempladas pelo  
ENANCIB e pelos demais meios de comunicação científica. As  
matrizes curriculares presentes nos Projetos Pedagógico dos Cursos  
(PPC) se configuram como elo acadêmico que formam profissionais,  
perpassando o desenvolvimento de competências e habilidades.  
Assim sendo, entender questões de gênero, com enfoque na  
diversidade sexual, amplia a possibilidade de uma atuação  
consciente e acolhedora para esse público, especialmente em  
unidades de informação.  
Considerando  
o
exposto,  
este  
estudo  
justifica-se  
cientificamente pela necessidade de aprofundar, na formação  
superior, o acolhimento e tratamento direcionado aos grupos  
subrepresentados. Salienta-se, nesse ínterim, o papel social  
desenvolvido pela Biblioteconomia e pelas pessoas bibliotecárias  
como potenciais agentes de transformação de realidades, por meio  
da informação e de uma atuação consciente (Chaves; Maia, 2022).  
Ademais, o presente trabalho é desdobramento de resultados  
de pesquisas anteriores no âmbito do Curso de Biblioteconomia da  
Universidade Federal do Ceará (UFC), onde se trabalhou sobre a  
produção científica em CI acerca da diversidade sexual na pós-  
graduação brasileira, revelando o pioneirismo e o empenho das  
regiões Norte e Nordeste no que se refere ao respeito e o interesse  
por discutir temáticas relacionadas à comunidade LGBTQIAPN+.  
Com base nessa contextualização que tensiona relacionar  
questões de gênero, com foco na diversidade sexual e na  
Biblioteconomia, delineia-se a seguinte questão de partida: de que  
6
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maneira os currículos dos cursos de Biblioteconomia das regiões  
Norte e Nordeste contemplam a temática diversidade sexual?  
Para tanto, estabelece-se como objetivo de pesquisa identificar  
e analisar a presença, abordagens e/ou conteúdos sobre diversidade  
sexual nas matrizes curriculares dos cursos de Biblioteconomia das  
regiões Norte e Nordeste do Brasil. O recorte regional se justifica pelo  
reconhecimento da atuação e produção científica envolvendo as  
questões de gênero e sexualidades nestas localidades, como  
constatam Santana et al. (2021). Ademais, espera-se que as  
discussões possam contribuir para estudos posteriores que deem  
continuidade às reflexões apresentadas nesta pesquisa.  
2 GÊNERO E SEXUALIDADE NA FORMAÇÃO BRASILEIRA EM  
BIBLIOTECONOMIA  
Embora não seja recente, sempre existiu uma discussão sobre  
gênero e sexualidade interna ou externamente ao âmbito acadêmico,  
seja para pontuar e refletir a respeito da perspectiva padronizada e  
normativa ou pela presença de questionamentos, resistências e  
percalços. Isso se deve, sobretudo, ao fato de que os mecanismos  
estruturais de poder que constituem a sociedade são reflexos das  
normas patriarcais, heteronormativas, falocêntricas e machistas  
(Butler, 2003; Martins, 2022), cujos efeitos permeiam de modo  
contínuo nas múltiplas esferas da vida humana, mesmo com avanços  
significativos na luta contra preconceitos direcionados a grupos  
sociais subrepresentados, como a comunidade LGBTQIAPN+.  
Portanto, discutir sobre essas temáticas e a importância de  
incluí-las nas agendas de pesquisa e escopo da atuação profissional  
das diversas áreas do conhecimento torna-se algo emergente, em  
7
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especial nos campos que dialogam com fatos, fenômenos,  
experiências e contextos. Santos (2020, p. 68) enfatiza o gênero  
como uma categoria analítica, visto que “analisa o processo de  
construção histórica e cultural das identidades masculina e feminina”,  
de que em que os estudos abordam relações de poder que há entre  
os sexos, atribuindo novos significados.  
Nesse sentido, ao discutir sobre como os componentes  
curriculares são expressões da memória, Martini e Morigi (2024)  
apontam que as disciplinas de um curso também representam uma  
parcela dos dilemas e conflitos resultantes dos mecanismos de poder  
em relação a grupos sociais.  
Logo, longe de serem documentos neutros, operam, muitas  
vezes, como parte do processo de inclusão e exclusão. Diante desse  
viés, é possível observar que a criação e implementação de  
disciplinas que dialogam sobre diversidade sexual se estabelecem  
como uma maneira de capacitar profissionais, considerando o poder  
social da informação “para conscientização, cidadania e qualidade de  
vida dos cidadãos, rompendo com conceitos preestabelecidos, sejam  
eles advindos da cultura machista ou do conservadorismo” (Santos,  
2020, p. 84). Considerando esse posicionamento de não  
“neutralidade” nota-se que  
[...] a dinâmica do curso, regida por normas, regimentos  
curriculares  
e
as  
memórias  
institucionais,  
são  
fundamentais não apenas para a formação dos  
profissionais, mas também para garantir a manutenção das  
relações e estruturas de poder que permeiam a estrutura  
social” (Martini; Morigi, 2024, p. 220).  
No que se refere à Biblioteconomia, os estudos voltados para  
os grupos marginalizados, suas produções e vivências, apesar de  
alcançarem números expressivos, ainda representam uma parcela  
8
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reduzida se comparados com outros assuntos, o que pode ser  
explicado por uma série de barreiras complexas e, na maioria das  
vezes, estruturais. Sendo assim, apesar da área possuir um  
direcionamento de ensino, pesquisa, extensão e atuação profissional  
com foco nas questões sociais e as demandas da população em  
geral, a ausência ou pouca abordagem sobre diversidade sexual e  
de gênero nas ementas das disciplinas ofertadas nos cursos de  
Biblioteconomia das universidades públicas brasileiras indicam uma  
ruptura entre teoria e prática, que pode ser ocasionada por diversos  
fatores (Sampaio; Lima, 2018). Nesse sentido, Martins (2022, p. 2)  
aponta que  
Falar de identidade de gênero e sexualidade, por si só, já  
é uma tarefa árdua, no sentido deste debate ser permeado  
por tensões e múltiplas interpretações. Trazer a discussão  
para um campo de atuação profissional, com foco na  
formação e prática laboral, implica em tensionar a área no  
sentido de tentar apreender como estas questões são  
incorporadas, ou não, pela categoria profissional em  
questão.  
Mediante estudos como os de Barbosa (2021), Martins (2022),  
Martins et al. (2024) e demais pesquisas da Biblioteconomia e áreas  
correlatas, é possível verificar que a produção deste campo científico  
tem buscado contemplar cada vez mais os discursos e  
manifestações relacionados a comunidade LGBTQIAPN+, com  
passos promissores. Esse cenário fortalece aspectos da  
Biblioteconomia Social, favorecendo práticas humanísticas e  
contribuindo para inclusão social (Chaves; Maia, 2022) dessa  
comunidade, que historicamente esteve em uma posição  
subalternizada e que ainda enfrenta preconceitos na atualidade.  
9
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ConCI: Conv. Ciênc. Inform. v. 8, n. especial, p. 01-23, 2025  
Outrossim, no que tange a formação e atuação, Fonseca (2007)  
declara que a pessoa bibliotecária precisa estar em constante  
atualização, sobretudo diante do surgimento de novas tecnologias e  
demandas dos usuários. Em consonância, Chaves e Maia (2022)  
argumentam que convém a este profissional ser consciente da  
relevância de seu papel social nas bibliotecas e demais espaços  
culturais, desempenhando atividades não somente em relação aos  
aspectos operacionais do exercício laboral da profissão, mas  
contribuindo para mudanças sociais que sejam efetivas e inclusivas.  
Acrescenta-se ainda atividades de mediação implícita da informação  
que podem atuar, mesmo que indiretamente, com acolhimento dos  
usuários (Santos Neto, 2024).  
Desse modo, a senciência da Biblioteconomia, conforme  
identificam Martins et al. (2024), revela-se a partir do favorecimento  
de representações de grupos marginalizados nos ambientes  
informacionais nos quais as interações, trocas e acolhimento podem  
ocorrer. No entanto, essa característica pode ser despertada desde  
a formação; para isso, é necessário investigar e repensar a estrutura  
curricular dos cursos de Biblioteconomia no Brasil. Logo, a próxima  
seção tem como propósito versar sobre os aspectos metodológicos  
da pesquisa, buscando analisar as matrizes curriculares das regiões  
Norte e Nordeste do país.  
3 PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS  
A presente pesquisa caracteriza-se enquanto exploratória, visto  
que busca compreender melhor sobre contextos que ainda carecem  
de densidade teórica (Triviños, 1967). No caso deste estudo,  
direciona-se o olhar para a diversidade sexual nos cursos de  
10  
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Biblioteconomia. Salienta-se que os autores reconhecem que se tem  
comentado com uma maior frequência sobre questões de gênero e  
sexualidade na área, contudo, a perspectiva do estudo de matrizes  
curriculares, isto é, da abordagem da temática no que tange ao  
ensino, ainda é incipiente. Assim, ao compreender como esse campo  
está delineado, é possível identificar fragilidades e propor melhorias  
que fortaleçam o ensino envolvendo tais aspectos.  
Para operacionalizar a pesquisa, no primeiro momento utilizou-  
se a plataforma e-MEC, com o propósito de verificar os cursos de  
Biblioteconomia presentes nas regiões Norte e Nordeste do Brasil,  
excluindo-se da busca, porém, àqueles ofertados em modalidade de  
Ensino a Distância (EaD) ou híbridos, uma vez que a própria  
legislação que regulamenta essas modalidades, por meio do Decreto  
nº 12.456/2025, possui características muito específicas no que  
tange ao currículo mínimo. Assim, utilizou-se a seguinte estratégia de  
busca: pesquisa por Biblioteconomia no campo curso, com os  
seguintes critérios para inclusão às amostras: cursos gratuitos,  
presenciais, na modalidade bacharelado e em atividade plena.  
A partir disso, recuperou-se um total de 32 cursos regulares no  
país. Após essa identificação, realizou-se o recorte geográfico, cujo  
resultado apresentou 13 cursos que satisfaziam a proposta da  
pesquisa, sendo todos de universidades públicas, como pode ser  
observado no quadro 1.  
Quadro 1 - Cursos de Biblioteconomia nas regiões Norte e Nordeste do Brasil  
Região  
Universidade  
Página do curso  
Universidade  
Federal do Pará  
(UFPA)  
Norte  
Universidade  
Federal do  
11  
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Amazonas  
(UFAM)  
Universidade  
Federal de  
Rondônia (UNIR)  
Universidade  
Federal do Ceará  
(UFC)  
Nordeste  
Universidade  
Federal de  
Alagoas (UFAL)  
Universidade  
Federal do  
Maranhão  
(UFMA)  
Universidade  
Federal do Cariri  
(UFCA)  
Universidade  
Federal da Bahia  
(UFBA)  
Universidade  
Federal da  
Paraíba (UFPB)  
Universidade  
Estadual do Piauí  
(UESPI)  
Universidade  
Federal de  
Pernambuco  
(UFPE)  
Universidade  
Federal do Rio  
Grande do Norte  
(UFRN)  
Universidade  
Federal de  
Sergipe (UFS)  
Fonte: e-MEC (2025).  
Após a coleta na plataforma e-MEC, realizou-se uma pesquisa  
no conteúdo das páginas institucionais dos cursos selecionados, a  
fim de identificar as matrizes curriculares. Com isto, foram localizados  
e examinados documentos como planos de curso, ementas de  
disciplinas, projetos pedagógicos e demais fontes de informação que  
12  
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auxiliasse na compreensão das teorias e práticas no âmbito da  
diversidade sexual presente na formação bibliotecária.  
No tocante à análise e interpretação dos dados, optou-se pela  
análise documental, que corresponde a um “[...] método de  
investigação do conteúdo simbólico das mensagens. Essas  
mensagens podem ser abordadas de diferentes formas e sob  
inúmeros ângulos” (Sá-Silva; Almeida; Guindani; 2009, p. 11). Assim,  
a leitura dos documentos e sua compreensão possibilitou uma  
análise descritiva e qualitativa dos dados coletados. Desse modo, os  
resultados e inferências são apresentados na sequência.  
4 RESULTADOS E DISCUSSÕES  
No que concerne aos resultados desta pesquisa, decidiu-se  
pela elaboração de um quadro, a fim de facilitar a visualização dos  
dados coletados. Sendo assim, buscou-se sintetizar as informações  
sobre as disciplinas, os projetos pedagógicos dos cursos  
(atualizados) ou outros documentos e normativas (bibliografias  
básicas e/ou complementares e menções a leis, decretos, entre  
outros documentos) com validade institucional e jurídica que  
tratassem, de algum modo, da questão da diversidade sexual nos 13  
cursos de Biblioteconomia que compõe a amostra. Além disso, para  
propiciar a compreensão e a não necessidade de retomar trechos  
supracitados, os nomes das universidades e sua posição geográfica  
foram retomados, conforme sinalizado no quadro 2, com a utilização  
das siglas.  
13  
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Para auxiliar na distribuição das informações, estabeleceram-se as seguintes legendas: sem menções (SM)  
à diversidade sexual ou termos “guarda-chuva”; e documento(s) inacessível(is) (DI) por questões operacionais ou  
ausência de informações específicas.  
Quadro 2 - Dados qualitativos por disciplinas, projetos pedagógicos, documentos e/ou normativas  
Universidades  
(Siglas)  
Disciplinas/  
ementas  
Projeto Pedagógico do  
Curso (PPC)  
Documentos e/ou  
Normativas  
Ano de  
Região  
atualização da  
última estrutura  
curricular  
O PPC (2009) menciona a Há menção à sexualidade  
UFPA  
SM  
“diversidade das relações  
pessoais”  
na bibliografia, mas em  
uma disciplina optativa  
não vinculada ao curso  
de Biblioteconomia da  
UFPA, sendo ela “História  
da Arte”  
2022  
Norte  
UFAM  
UNIR  
SM  
SM  
SM  
SM  
2009  
2009  
O PPC (2018), na área 1,  
contempla a diversidade  
sexual  
SM  
Cultura e Mídia - Código  
HJ0012  
Unidade 5, subseção 5.4  
(Obrigatória)  
O PPC (2023) contempla  
a diversidade sexual e  
menciona o acolhimento  
à comunidade LGBT  
Parecer CNE/CP 1/2012  
(BRASIL, 2012b)  
UFC  
2023  
14  
DOI: 10.33467/conci.v8i. 23712  
DOSSIÊ  
ConCI: Conv. Ciênc. Inform. v. 8, n. especial, p. 01-22, 2025  
O PPC (2019) contempla  
a diversidade sexual  
UFAL  
SM  
SM  
DI  
2019  
2025  
UFMA  
Representação política,  
organização de classe e  
gênero na  
O PPC não está datado,  
mas menciona relações  
de gênero e sexualidade  
Biblioteconomia  
Código DEPB0155  
(Obrigatória)  
Nordeste  
Gênero na  
Biblioteconomia  
Código DEPB0139  
(Optativa)  
Fundamentos de  
Biblioteconomia  
Código DEPB0085  
(Obrigatória)  
O PPC (2006) menciona o  
que chama de  
UFCA  
Educação em Direitos  
Humanos  
SM  
2019  
“diversidade da  
sociedade”  
(Optativa)  
UFBA  
UFPB  
SM  
DI  
DI  
2023  
2008  
SM  
O PPC (2007) menciona  
o que chama de  
“diversidade sócio-  
cultural”  
SM  
15  
DOI: 10.33467/conci.v8i. 23712  
DOSSIÊ  
ConCI: Conv. Ciênc. Inform. v. 8, n. especial, p. 01-22, 2025  
Cenário sócio-histórico- O PPC (2022) menciona a  
Bibliografias básica e  
UESPI  
UFPE  
cultural do Brasil  
Contemporâneo  
(Obrigatória)  
diversidade e relações de  
gênero, no eixo 1  
complementares  
contemplam gênero e  
sexualidade  
2007  
2019  
O PPC (2018) menciona No PPC, há a observância  
SM  
a diversidade  
do artigo 5º da  
Constituição Federal, que  
versa sobre igualdade e  
uma sugestão de  
bibliografia complementar  
sobre sexualidade  
Direitos Humanos,  
Diversidade Cultural e  
Relações Étnico-Raciais  
Código DAN0024  
(Optativa)  
Vínculo institucional  
necessário para acessar  
o PPC  
UFRN  
UFS  
DI  
2025  
DI  
Ética, Cidadania,  
Diversidade Social,  
Estudos Culturais e  
Étnicos em  
O PPC (2023) da UFS  
traz uma abordagem  
ampla sobre questões de  
gênero e sexualidade  
SM  
Biblioteconomia e  
Documentação  
Código CINFO0037  
(Optativa)  
Fonte: Dados da pesquisa (2025).  
16  
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DOSSIÊ  
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A coleta de dados foi feita em junho de 2025, eximindo os  
autores de eventuais falhas e/ou indisponibilidade dos sites das  
universidades e cursos no referido período. Diante das informações  
dispostas no quadro 2, discute-se a seguir os principais aspectos  
observados nas ementas das disciplinas identificadas na  
investigação: a dissonância entre PPCs e a aderência entre  
disciplinas e bibliografias, a necessidade de atualização curriculares  
em algumas instituições de ensino superior (IES) e as variedades de  
abordagens em disciplinas equivalentes.  
Mediante a análise dos 13 cursos de Biblioteconomia  
identificados, observou-se que somente 6 ofertam disciplinas que  
contemplam a temática da diversidade sexual. Destes, apenas o  
curso de Biblioteconomia da Universidade Federal do Maranhão  
(UFMA) executa essa iniciativa diretamente, ou seja, tem um  
componente curricular específico para o tratamento exclusivo da  
pauta, a saber: Gênero na Biblioteconomia, sob o código DEPB0139,  
disciplina de cunho eletivo.  
À vista disso, cabe a reflexão para o fato de que, mesmo com  
10 cursos que dissertam acerca de questões ligadas à pluralidade de  
gênero e sexualidade em seus projetos pedagógicos, apenas 6  
destes de fato têm implementado medidas relacionadas ao ensino  
para alcançar esse objetivo até o momento, evidenciando a  
manutenção de estruturas de poder há muito apontadas por Butler  
(2003), Freire (1996) e Martins (2022). Do mesmo modo, é  
perceptível e procedente que cursos cujos PPCs são mais atuais  
dialoguem com maior assertividade sobre diversidade sexual,  
enquanto os demais, especialmente os das últimas décadas,  
utilizem-se de terminologias pouco utilizadas nos dias atuais.  
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Martini e Morigi (2024) destacam que os componentes  
curriculares são fontes oficiais de informação, e, nesse sentido,  
dialogam com à subjetividade identitária de quem pretende cursar  
determinado componente. Considerando isso, ter disciplinas, bem  
como usar terminologia atual é uma adequação imprescindível, de  
modo a considerando tanto a identidade dos sujeitos quanto sua  
formação atualizada conforme o contexto social atual envolvendo  
diversidade sexual, isto é, de modo a considerar tanto políticas  
públicas quanto as lutas sociais reivindicadas por esse público.  
Também é chamativo o fato de que alguns cursos realizam  
ponderações sobre gênero e sexualidade indiretamente, em  
disciplinas vinculadas a departamentos de Artes, Comunicação,  
Filosofia ou Sociologia, como se a pessoa bibliotecária, por  
excelência, não fosse um agente social capacitado (Fonseca, 2007).  
Assim, componentes curriculares da própria Biblioteconomia  
poderiam desempenhar esse papel em suas propostas de ementa.  
As diferenças metodológicas relativas ao ensino e ao  
compartilhamento do conhecimento pelos docentes são notáveis e  
enriquecedoras nos resultados desta pesquisa. No curso de  
Biblioteconomia da Universidade Federal do Ceará (UFC), por  
exemplo, a disciplina de Cultura e Mídia dedica uma unidade para o  
tratamento das nuances de gênero e sexualidade, enquanto na  
Universidade Federal do Amazonas (UFAM) outros horizontes são  
contemplados no componente de mesma nomenclatura.  
Em contrapartida, no curso de Biblioteconomia da Universidade  
Federal do Maranhão (UFMA), a disciplina de Fundamentos de  
Biblioteconomia se debruça a conversações em diversidade sexual,  
o que não ocorre no mesmo componente curricular dos demais 11  
cursos cuja estrutura curricular pôde ser consultada.  
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Em síntese, percebe-que questões de gênero e diversidade  
sexual ainda são concebidas timidamente nas matrizes curriculares.  
Os colegiados dos cursos carecem, portanto, de um aprofundamento  
nessa e em outras questões sociais, de modo a elaborar e  
implementar com maior frequência disciplinas nessa seara. Esse  
caminho é fundamental e necessário para consolidar a atuação  
profissional de pessoas bibliotecárias em consonâncias às  
demandas de diversidade sexual presentes na sociedade.  
5 CONSIDERAÇÕES FINAIS  
Com base no exposto, ao considerar o objetivo geral definido  
na introdução, a relembrar: “[...] estabelece-se como objetivo de  
pesquisa identificar e analisar a presença, abordagens e/ou  
conteúdos sobre diversidade sexual nas matrizes curriculares dos  
cursos de Biblioteconomia das regiões Norte e Nordeste do Brasil”,  
percebe-se que a pesquisa cumpriu com o seu propósito ao mapear  
os cursos de Biblioteconomia ofertados de forma gratuita, presencial  
e situados nas regiões Norte e Nordeste, dispondo-os em um quadro.  
A partir da análise das matrizes curriculares desses locais,  
notou-se que o número de disciplinas que compõem os 13 cursos de  
Biblioteconomia identificados, e que discutem na sua ementa as  
temáticas relacionadas às questões de gênero e sexualidade,  
mesmo de modo transversal, é escasso, seja na modalidade de  
componente curricular obrigatório ou optativo. Nesse sentido,  
observou-se a existência de uma certa carência de processos de  
inclusão e de debate desses assuntos no âmbito da área e das suas  
unidades curriculares, embora a região Nordeste tenha apresentado  
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um número expressivo de disciplinas que contemplam a temática da  
diversidade sexual.  
Entretanto, como discutido previamente, trata-se de uma  
demanda em ascensão, tanto pelo caráter social do campo quanto  
pelo aumento exponencial de pesquisas na Biblioteconomia que  
ressaltam a diversidade sexual e de gênero articulado a outras  
características interseccionais. Ressalta-se que mesmo havendo um  
déficit de disciplinas que abordem a diversidade sexual como parte  
dos assuntos propostos nas ementas, as regiões Norte e Nordeste  
são destaque nas produções, demonstrando a atenção e um olhar  
humanizado e atento para questões sociais e de gênero das pessoas  
bibliotecárias em formação.  
Nessa  
perspectiva,  
espera-se  
que  
o
interesse  
e
desenvolvimento de produções científicas em eventos do campo  
continue, bem como alcance as matrizes curriculares não somente  
das regiões estudadas, mas das demais partes do Brasil. Embora  
esta investigação tenha como limitação o recorte geográfico,  
concentrando-se nesse momento nas regiões Norte e Nordeste,  
considera-se como possibilidade futura investigar a presença da  
temática diversidade sexual na Biblioteconomia nas regiões Centro-  
Oeste, Sudeste e Sul. Assim, é possível tanto fazer comparações  
teóricas e metodológicas, como buscar fortalecer possíveis lacunas  
no ensino.  
Por fim, torna-se imprescindível pensar em estratégias para  
não somente integrar esses temas à formação de profissionais da  
área, como, ao mesmo tempo, fortalecer o vínculo com a sociedade,  
posto que essas questões compreendem aspectos identitários,  
culturais, políticos e sociais. Além disso, salienta-se a importância da  
pessoa bibliotecária em promover um espaço acolhedor e dialógico  
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na sua atuação em ambientes informacionais, considerando sua  
função no processo de mediação da informação e a necessidade de  
dar vez, voz e lugar de fala para as pessoas em diferentes contextos,  
vivências e experiências.  
REFERÊNCIAS  
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bibliotecárias/os do curso de Biblioteconomia da Universidade  
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Acesso em: 12 set. 2025.  
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maio de 2025. Dispõe sobre a oferta de educação a distância por  
instituições de educação superior em cursos de graduação e altera  
o Decreto nº 9.235, de 15 de dezembro de 2017. Diário Oficial da  
União, Seção 1, Brasília, 19 mai. 2025.  
BUTLER, J. Problemas de gênero: feminismo e subversão da  
identidade. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2003.  
CHAVES, I. T.; MAIA, F. C. de A. Análise dos Aspectos da  
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FONSECA, E. N. Introdução à Biblioteconomia. Brasília: Briquet  
de Lemos, 2007.  
FREIRE, P. Pedagogia da Autonomia: saberes necessários à  
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Expressões da Memória. São Paulo: Pimenta Cultural, 2024. cap.  
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TRIVIÑOS, A. N. S. Introdução à pesquisa em ciências sociais: a  
pesquisa qualitativa em educação. São Paulo: Atlas, 1987.  
AGRADECIMENTOS  
O presente trabalho foi realizado com apoio da Coordenação de  
Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior Brasil (CAPES) –  
Código de Financiamento 001.  
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