Artigo original  
Convergências em Ciência da Informação,  
Universidade Federal de Sergipe, São Cristóvão.  
v. 9, e24220, 2026. ISSN 2595-4768.  
Mapeamento científico sobre minimalismo digital:  
tendências, abordagens e lacunas de pesquisa  
Scientific mapping about digital minimalismo: trends,  
approaches, and research gaps  
Mapeo científico sobre el minimalismo digital:  
tendencias, enfoques y lagunas en la investigación  
Cartographie scientifique du minimalisme numérique :  
tendances, approches et lacunes de la recherche  
Júlia Mattos Fernandes Pedroso  
Bacharela em Biblioteconomia  
Universidade do Estado de Santa Catariana (UDESC)  
Elaine Rosangela de Oliveira Lucas  
Doutora em Ciência da Informação  
Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC)  
Submetido em: 25/12/2026  
Aprovado em: 10/07/2026  
Publicado em: 03/08/2026  
Artigo submetido ao sistema de similaridade  
Direitos autorais das pessoas autoras, 2026. Licenciado sob Licença Creative  
Artigo original  
RESUMO  
O minimalismo digital é uma filosofia que propõe um uso  
intencional e consciente das tecnologias. Apesar do crescente  
interesse sobre o tema, desde então, observa-se ainda baixa  
produção no campo da Biblioteconomia e Ciência da Informação  
(BCI). O presente estudo realiza um mapeamento científico com  
objetivo mapear produções científicas sobre minimalismo digital,  
identificando contribuições em diferentes campos. A busca para  
definição do corpus de análise foi realizada na base OpenAlex,  
em agosto de 2025, considerando artigos em português, inglês  
e espanhol. Dos 55 documentos recuperados, 19 compuseram o  
corpus de análise após aplicação dos critérios de inclusão. Os  
resultados evidenciam predominância de estudos nas ciências  
sociais, mas ainda com destaque para educação e filosofia,  
abordando temas como produtividade, saúde mental e práticas  
de uso crítico de tecnologias. Apesar da diversidade temática e  
metodológica encontrada, não foram identificadas contribuições  
diretas da BCI, revelando lacunas e oportunidades de pesquisa  
relacionadas ao comportamento informacional, cultura digital e  
mediação em contextos de uso reduzido ou intencional da  
informação.  
Palavras-chave: minimalismo digital; revisão de literatura;  
tecnologias digitais.  
ABSTRACT  
Digital minimalism is a philosophy that proposes intentional and  
conscious use of technologies. Despite growing interest in the  
topic, there has been little production in the field of Library and  
Information Science (LIS) since then. This study conducts a  
scientific mapping with the objective of mapping scientific  
productions on digital minimalism, identifying contributions in  
different fields. The search to define the corpus of analysis was  
carried out in the OpenAlex database in August 2025, considering  
articles in Portuguese, English, and Spanish. Of the 55  
documents retrieved, 19 comprised the corpus of analysis after  
applying the inclusion criteria. The results show a predominance  
of studies in the social sciences, but with an emphasis on  
education and philosophy, addressing topics such as  
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v. 9, e24220, 2026, Universidade Federal de Sergipe.  
ISSN 2595-4768. DOI: 10.33467/conci.v9i.24220  
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Artigo original  
productivity, mental health, and critical use of technologies.  
Despite the thematic and methodological diversity found, no  
direct contributions from BCI were identified, revealing gaps and  
research opportunities related to informational behavior, digital  
culture, and mediation in contexts of reduced or intentional use  
of information.  
Keywords: digital minimalism; digital technologies; literature  
review.  
RESUMEN  
El minimalismo digital es una filosofía que propone un uso  
intencional y consciente de las tecnologías. A pesar del creciente  
interés por el tema, desde entonces se observa una producción  
aún escasa en el campo de la Biblioteconomía y la Ciencia de la  
Información (BCI). El presente estudio realiza un mapeo  
científico con el objetivo de cartografiar las producciones  
científicas  
sobre  
minimalismo  
digital,  
identificando  
contribuciones en diferentes campos. La búsqueda para definir el  
corpus de análisis se realizó en la base OpenAlex, en agosto de  
2025, considerando artículos en portugués, inglés y español. De  
los 55 documentos recuperados, 19 compusieron el corpus de  
análisis tras la aplicación de los criterios de inclusión. Los  
resultados evidencian un predominio de estudios en ciencias  
sociales, pero aún con énfasis en educación y filosofía,  
abordando temas como productividad, salud mental y prácticas  
de uso crítico de tecnologías. A pesar de la diversidad temática  
y metodológica encontrada, no se identificaron contribuciones  
directas de la BCI, revelando lagunas y oportunidades de  
investigación relacionadas con el comportamiento informacional,  
la cultura digital y la mediación en contextos de uso reducido o  
intencional de la información.  
Palabras clave: minimlismo digital; revisión bibliográfica;  
tecnologías digitales.  
RESUMÉ  
Le minimalisme numérique est une philosophie qui prône une  
utilisation intentionnelle et consciente des technologies. Malgré  
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Artigo original  
un intérêt croissant pour le sujet, les travaux dans le domaine  
de la bibliothéconomie et des sciences de l’information (BSI) sont  
restés peu nombreux depuis lors. Cette étude réalise une  
cartographie scientifique dans le but de recenser les productions  
scientifiques sur le minimalisme numérique et d’identifier les  
contributions dans différents domaines. La recherche visant à  
définir le corpus d’analyse a été menée dans la base de données  
OpenAlex en août 2025, en prenant en compte des articles en  
portugais, en anglais et en espagnol. Sur les 55 documents  
identifiés, 19 ont constitué le corpus d’analyse après application  
des critères d’inclusion. Les résultats montrent une  
prédominance des études en sciences sociales, mais avec un  
accent particulier sur l’éducation et la philosophie, abordant des  
thèmes tels que la productivité, la santé mentale et l’utilisation  
critique des technologies. Malgré la diversité thématique et  
méthodologique constatée, aucune contribution directe issue de  
la BCI n’a été identifiée, ce qui révèle des lacunes et des  
opportunités  
de  
recherche  
liées  
au  
comportement  
informationnel, à la culture numérique et à la médiation dans des  
contextes d’utilisation réduite ou intentionnelle de l’information.  
Mots-clé: minimalisme numérique; technologies numériques;  
revue de la littérature.  
1 INTRODUÇÃO  
O desenvolvimento da tecnologia, embora estrutura-se no  
princípio do suporte informacional e administrativo, com o tempo  
tornou-se a principal ferramenta organizacional e social. O  
minimalismo digital surge do sentimento de cansaço e  
sobrecarga tecnológica e a perda da essência humana social  
percebida pelo indivíduo.  
Newport (2019) caracteriza os minimalistas digitais como  
pessoas que não buscam cortar relações com a tecnologia, mas  
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Artigo original  
analisar os seus aspectos e o impacto na vida cotidiana. Trata-  
se de uma filosofia de uso de tecnologia em que as atividades  
online são dedicadas a satisfazer um objetivo previamente  
definido, não em nome da praticidade, mas da conquista da  
própria autonomia (Newport, 2019). Embora Newport tenha sido  
o cunhador do nome, o minimalismo digital há uma data mais  
antiga; por exemplo uma comunidade na rede social Reddit1,  
criada em 2012 com objetivo de construir um espaço de debate.  
Este estudo surge de um projeto de pesquisa entregue  
como trabalho de conclusão de curso de Biblioteconomia –  
Habilitação em Gestão de Informação. Possui como objetivo  
mapear produções científicas sobre minimalismo digital,  
identificando contribuições em diferentes campos. Para isso,  
apresenta os seguintes objetivos específicos:  
a. Caracterizar as áreas do conhecimento que se  
dedicaram ao tema;  
b. Analisar as abordagens teóricas e metodológicas  
predominantes nos documentos selecionados;  
c. Verificar de que maneira o estudo aponta lacunas no  
campo da Biblioteconomia e Ciência da Informação  
(BCI).  
Este estudo justifica-se por abordar um fenômeno recente  
e ainda pouco estudado pela comunidade acadêmica,  
especialmente no campo da BCI, apesar de já se configurar como  
um tema emergente. Trata-se, também, de uma questão  
socialmente relevante, considerando que o celular, tecnológica  
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central discutida pelos minimalistas digitais, exerce impacto  
crescente sobre a sociedade e o indivíduo. Além do aumento  
crescente do debate acerca do minimalismo digital desde a  
pandemia da COVID-19, assim como o bem-estar mental gerado  
pelo afastamento das redes sociais.  
2 MINIMALISMO DIGITAL  
Embora a máquina tenha se tornado um símbolo de  
prosperidade e inovação, durante a revolução industrial, havia  
aqueles que a viam como uma maldição. Os luditas foram um  
grupo que se organizou e tentou implementar uma revolução na  
Inglaterra, contrária à que estava em curso a Revolução  
Industrial. Eles buscaram construir um símbolo capaz de atrair  
mais adeptos: o General Ludd, como era chamado o líder, servia  
como um símbolo de resistência às novas tecnologias (Steven,  
2006, p. 54). Os ludistas, contudo, não conseguiram mobilizar  
grandes massas e acabaram perdendo uma revolução que  
sequer chegaram a iniciar e o termo acabou tornando-se  
sinônimo de resistência tecnológica (Britannica, 2025). A filosofia  
e ações ludistas retornaram à sociedade por meio do neo-  
ludismo, que, embora às vezes assumisse um caráter tão radical  
como o movimento anterior, passou a manifestar-se de forma  
mais individual. De modo geral, seus adeptos pacíficos não  
buscavam destruir a tecnologia que os cercava e os “ameaçava";  
apenas desejavam rejeitá-la. Kaczynski (1996), um neo-ludita  
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radical, afirma que a tecnologia apenas deveria ser usada para  
combater a si mesma.  
A tecnologia tem gerado, de forma contínua, um sentimento  
de aprisionamento e alienação, capturando a atenção individual.  
Com a migração e consolidação de uma sociedade cada vez mais  
on-line, a vida diária também passa a ser afetada. A tecnologia  
torna-se o principal mecanismo de dominação na chamada  
economia da atenção, a qual “tem sido tema de pesquisas  
recentes que sugerem que a atenção humana e a sua  
transformação em mercadoria se tornaram a nova forma de  
negócio, gerenciada por conglomerados de empresas que tem  
como base a internet, as chamadas big trechs” (Fernandes et al.,  
2023, p. 1). Essa forma sutil de opressão enfraquece  
progressivamente a vida humana. Segundo o estudo da Digital  
2026 Global Overview Report (Kemp, 2026), o tempo médio  
gasto por indivíduo na internet por semana é de 33 horas e 27  
minutos; o Quênia, país com a média mais alta, apresentou 63  
horas e 34 minutos, o Japão, país com a média mais baixa, 15  
horas e 10 minutos, e o Brasil, com 53 horas e 49 minutos.  
Os celulares passaram a desempenhar um papel social cada  
vez mais importante, afastando-se de seu objetivo inicial, a  
comunicação. Eles tornaram-se uma ferramenta essencial para  
o desenvolvimento de funções emocionais e para facilitação das  
expressões sociais (Morris, 2020). Contudo, seu uso também  
revelou diversos aspectos negativos, especialmente aqueles  
relacionados à saúde mental. Desafios como a sobrecarga  
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tecnológica, o potencial burnout entre os profissionais da saúde  
e a exclusão digital enfatizaram a necessidade da prática do  
minimalismo digital (Akyon et al., 2024).  
O minimalismo, filosofia na qual o minimalismo digital se  
baseia, é um movimento de estilo de vida na qual opõe-se ao  
consumismo desenfreado do capitalismo, no qual o indivíduo  
reduz voluntariamente o número de suas posses (Martin-  
Woodhead, 2022). Trata-se de uma oposição ao consumismo  
predatório, buscando a liberdade financeira e de escolha, bem  
como a redução das influências das mídias sociais e das  
propagandas.  
O minimalismo digital surge não apenas como uma filosofia,  
mas como um estilo de vida que busca conferir autonomia e  
liberdade àqueles que se propõem a segui-lo. Apoia-se em uma  
filosofia já existente, o minimalismo, que está ligada à ideia  
persistente de que a luxúria deveria ser resistida (Sarnou, 2021).  
Assim, o minimalismo digital apresenta uma perspectiva mais  
individualista e adaptável, não como uma receita rígida a ser  
seguida, mas como um conjunto de questionamentos que  
conduzem o indivíduo a transformar e moldar sua própria  
realidade. Ela vai além da simples exclusão de tecnologias, a  
estruturação de estratégias e intenções específicas constitui a  
base da filosofia do minimalismo digital (Singh et al., 2023).  
O maior desafio na implementação deste estilo de vida é a  
Fear of Missing Out (FoMO), caracterizada por Scharaggeová e  
Bisaha, (2025, p. 2, tradução nossa) como a “ansiedade de  
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perder eventos digitais ou notícias". Além das constantes  
pressões que os indivíduos podem sentir por parte de seus meios  
de comunicação, que os incentivam a utilizar redes sociais e  
atualizar-se constantemente sobre acontecimentos digitais.  
Newport (2019) descreve este período como desafiador,  
especialmente devido às obrigações que nos mantêm utilizando  
certas tecnologias, como manter contato com parentes, ler  
notícias, entre outros. Entretanto, ele enfatiza que o uso das  
tecnologias e as “regras” do minimalismo digital são definidas  
por cada indivíduo de acordo com sua própria realidade, de forma  
que o processo não impacte sua realidade social.  
As práticas apresentadas são variadas, visto que, como  
citado anteriormente, dependem da realidade individual. Entre  
as mais frequentes estão a utilização de meios a delimitar uso  
de aplicativos, seja por práticas ou tempo, bem como a exclusão  
de notificações não essenciais (Scharaggeová; Bisaha, 2025). O  
detox digital não se refere unicamente a um período em que o  
indivíduo deixa de usar tecnologias, mas sim à restrição de certas  
práticas, como o uso de mídias sociais e a trocas de mensagens  
(Radtke et al., 2021).  
Os impactos do minimalismo digital estão voltados à  
otimização do tempo e ao aumento da produtividade,  
especialmente no que diz respeito ao auxílio da saúde mental.  
Embora esses impactos ainda estejam sendo estudados, espera-  
se que o futuro revele resultados a longo prazo, sejam eles  
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positivos ou negativos, em diversos aspectos, como sociais, de  
saúde ou educacionais.  
3 METODOLOGIA  
O presente estudo caracteriza-se como uma pesquisa  
exploratória. Por se tratar de uma revisão de literatura, ela  
assume um caráter bibliográfico e qualitativo. Prodanov e Freitas  
(2013, p. 54) definem uma pesquisa bibliográfica:  
Quando elaborada a partir de material já publicado [...]  
com o objetivo de colocar o pesquisador em contato  
direto com todo material já escrito sobre o assunto da  
pesquisa.  
Trata-se de dados qualitativos, uma vez que lidam com  
informações que não podem ser facilmente mensuradas ou  
processadas por métodos estatísticos.  
O levantamento de dados para a composição do corpus de  
análise foi realizado na base de dados OpenAlex, por tratar-se  
de uma base de dados ampla e ser de caráter multidisciplinar, o  
que facilita na identificação das áreas de estudo relacionadas ao  
tema. A estratégia de busca utilizada no OpenAlex foi: “digital  
minimalism” OR “minimalismo digital” OR “digital minimalist*”  
OR “minimalista* digital”; realizada em 20 de agosto de 2025.  
Após a aplicação do filtro por tipo de documento (artigo), foi  
recuperado um total de 55 documentos. Entre os critérios de  
inclusão estava os idiomas português, inglês ou espanhol.  
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Entre os 55 documentos inicialmente identificados, 20  
foram excluídos por não atenderem aos idiomas definidos para a  
pesquisa. Outros seis não puderam ser recuperados, seja por  
estarem em periódicos de acesso restrito não assinados pela  
Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc), seja por  
apresentarem URLs descontinuadas. Após análise dos 27  
documentos restantes, verificou-se que oito documentos não  
mencionavam o minimalismo digital sob nenhum aspecto. Assim,  
o corpus final de análise constituiu-se de 19 documentos,  
conforme quadro 1, a seguir:  
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Artigo original  
Quadro 1 - Corpus de análise da pesquisa  
Autores  
Ano  
Tipologia  
Idioma  
Área do  
Subárea do  
conhecimento  
Não identificado  
Conhecimento  
Ciências sociais  
NICLESCU, Luminita;  
BARBU, Alexandra;  
ICHIM, Mihaita.  
ZHANG, RongQi; WAN,  
YuJia.  
2025  
Apresentação em  
evento  
Inglês  
2025  
2024  
2024  
Artigo  
Artigo  
Artigo  
Inglês  
Inglês  
Ciências sociais  
Ciências sociais  
Ciências sociais  
Filosofia  
Não identificado  
Educação  
PANDA, Gopal  
Krushna.  
COSTA JUNIOR, João  
Fernando.  
Português  
COTE, Paulo A.  
KUMAR, Saheb; NATH,  
Lok  
2025  
2024  
Artigo  
Artigo  
Espanhol  
Inglês  
Ciências sociais  
Ciências sociais  
Sustentabilidade  
Educação  
BAKLA, A.  
2024  
2024  
Artigo  
Artigo  
Inglês  
Inglês  
Ciências físicas  
Educação, linguagem  
Ciências da vida  
AKYON, Seyma  
Handan;  
Ciências da saúde  
AKYON, Fatih  
Cagatay;  
ONUR, Gulsah;  
ARMAN,  
Ikbal Humay.  
HARRISON, Laura.  
2025  
Ensaio  
Inglês  
Ciências sociais  
Educação  
Convergências em Ciência da Informação, São Cristóvão.  
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ISSN 2595-4768.DOI: 10.33467/conci.v9i.24220  
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Artigo original  
EVELINA, Lidya Wati;  
SARI, Ratna.  
2021  
2025  
Apresentação em  
evento  
Inglês  
Inglês  
Ciências sociais  
Ciências sociais  
Não identificado  
Ciências sociais  
SCHARAGGEOVÁ,  
Milica; BISAHA,  
Daniel.  
Artigo  
BUSHELL, Chris.  
BHARATY, Samaresh;  
DAS, Sarthik.  
KADAD, Shital;  
DHARGE,  
2025  
2023  
Ensaio  
Artigo  
Inglês  
Inglês  
Ciências sociais  
Ciências sociais  
Não identificado  
Educação  
2022  
Apresentação em  
evento  
Inglês  
Ciências físicas  
Educação  
Sudhir.  
SARNOU, Dallel.  
LAWSON, Euan.  
2021  
2019  
Artigo  
Inglês  
Inglês  
Ciências sociais  
Ciências sociais  
Educação  
Ciências da vida,  
psicologia  
Resenha  
SKIVKO, Maria;  
KORNEEVA, Elena;  
KOLMYKOVA, Marina.  
SINGH, Nina et al.  
AYLSWORTH,  
2019  
Artigo  
Inglês  
Ciências sociais  
Não identificado  
2023  
2021  
Ensaio  
Artigo  
Inglês  
Inglês  
Ciências da saúde  
Ciências da saúde  
Não identificado  
Filosofia  
Thimothy;  
CASTRO, Clinton.  
Fonte: Dados de pesquisa (2025).  
Convergências em Ciência da Informação, São Cristóvão.  
v. 9, e24220, 2026, Universidade Federal de Sergipe.  
ISSN 2595-4768. DOI: 10.33467/conci.v9i.24220  
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Artigo original  
Os dados analisados foram: ano; idioma; domínio de  
conhecimento no OpenAlex; subárea de conhecimento; objetivo;  
abordagem de minimalismo digital; metodologia; principais  
resultados; contribuições para o campo; outras observações. A  
tabulação de dados foi realizada no Microsoft Excel,  
possibilitando visualização rápida, filtragem e reorganização das  
informações. O Mendeley foi utilizado como gerenciador  
bibliográfico, auxiliando no processo de organização das  
referências bibliográficas.  
Figura 1 - Síntese do processo metodológico  
Fonte: dados de pesquisa (2025).  
A figura 1, acima, apresenta a síntese do processo  
metodológico relacionado à coleta de dados e formação do  
corpus de análise, sendo coletado e analisado os dados  
apresentados anteriormente.  
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v. 9, 2026: e24220, 2026, Universidade Federal de Sergipe.  
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Artigo original  
4 RESULTADOS E DISCUSSÃO  
O minimalismo digital ainda é um tema em crescimento na  
comunidade científica. Considerando-se a ausência de aplicação  
de um filtro cronológico, assim como a falta de restrição por área  
de conhecimento, observou-se um número reduzido de  
pesquisas. Por outro lado, esse fator pode ser explicado pelo fato  
de o tema ainda ser recente. Entre os documentos que compõem  
o corpo de pesquisa, verificou-se que todos foram publicados  
após 2019, ano em que Newport publicou seu livro, o qual foi  
citado em 17 documentos (89, 47%). Por sua vez, o conceito de  
detox digital, um dos pilares do minimalismo digital, foi abordado  
em apenas sete documentos (36,84%) e FoMO em apenas dois  
(10,52%). Ficou evidente que Newport não é apenas o precursor  
do tema e o cunhador do termo, mas também o maior  
influenciador do minimalismo digital.  
No gráfico 1, é possível observar o crescente número de  
pesquisas nas diversas áreas de conhecimento ao longo dos  
anos, sendo 2025 o ano com o maior número de publicações,  
totalizando seis documentos que compõem o corpus de análise.  
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ISSN 2595-4768. DOI: 10.33467/conci.v9i.24220  
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Artigo original  
Gráfico 1 - Distribuição dos documentos por ano  
Fonte: dados de pesquisa (2025).  
Foram identificadas as seguintes áreas do conhecimento,  
conforme apresentados pelo OpenAlex: ciências sociais, com 14  
documentos recuperados; ciências físicas, com duas; ciências da  
saúde, com três, como demonstrado no gráfico 2. A  
Biblioteconomia e a Ciência da Informação (BCI) acabou por não  
fazer parte do Corpus de análise, visto que não apresentou  
resultados. Entre os temas abordados, foram identificados  
diversos estudos na área da educação, bem como outros  
relacionados às áreas da saúde e filosofia.  
Bharaty e Das (2023) abordaram a educação sob o foco no  
aumento da produtividade acadêmica. Construíram um quadro  
que buscava instruir o aluno a seguir o "caminho" do  
minimalismo digital, assemelhando se a um tutorial. Sarnou  
(2021), por outro lado, concentrou seu olhar nos professores,  
enfatizando que cabe a eles conhecerem o minimalismo digital  
para, assim, instruírem seus alunos a seguir suas práticas.  
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Artigo original  
Inclusive seu estudo envolveu um universo de pesquisa com  
alunos de cursos em Ensino a Distância (EaD).  
Bakla (2024) apresentou um estudo mais específico dentro  
da área da educação, voltada ao estudo de linguagens, buscando  
compreender como o aprendizado de um segundo idioma pode  
beneficiar-se do minimalismo digital. O texto oferece uma visão  
realista sobre o uso de tecnologias para o aprendizado,  
ponderando tanto os benefícios quanto os malefícios. Todos os  
textos adotaram uma abordagem predominante social, buscando  
compreender principalmente os impactos positivos que o  
minimalismo digital poderia ter ao aprendizado, especialmente  
de alunos.  
Acerca do minimalismo digital como uma filosofia de auxílio  
na utilização de tecnologias, diversas áreas têm seguido essa  
linha. Na educação, Harrison (2025), em seu texto, assumiu um  
caráter de desabafo e demonstra a realidade de professores em  
instituições de ensino superior, que frequentemente se afastam  
da sala de aula para a realização de trabalhos administrativos,  
enquanto a tecnologia acaba sendo implementada de forma a  
distanciá-los de sua missão de educar. O minimalismo digital é  
apresentado como um recurso equilibrador, uma filosofia capaz  
de restaurar esse equilíbrio. Costa Junior (2024) analisou o  
impacto da tecnologia no cotidiano individual, explorando os  
benefícios e desafios da hiperconectividade, destacando o  
minimalismo como uma solução para o excesso de digitalização.  
Singh et al. (2023), por sua vez, abordaram o burnout em  
profissionais da área da saúde, especialmente no que se refere  
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19  
Artigo original  
às estratégias para preveni-lo. O texto examina os efeitos do uso  
de tecnologias para a saúde mental, considerando o minimalismo  
digital como um “protocolo” para avaliar novas tecnologias antes  
de sua implementação. Akyon et al. (2023) também  
investigaram a implementação de tecnologias na área da saúde,  
mas com foco na otimização de processos de trabalho. Embora  
sua abordagem seja mais otimista quanto ao uso de tecnologia,  
o minimalismo digital é novamente apresentado como uma  
forma de avaliar tecnologias antes de sua adoção.  
A filosofia do minimalismo digital é central no estilo de vida  
que o indivíduo busca levar. Zhang e Wan (2025) estudaram as  
relações da filosofia do minimalismo digital e a proposta por Liev  
Tolstoi, a filosofia da vida simples. É possível ver uma ligação  
indireta, assim como o ludismo, devido à similaridade temática,  
isto é, a resistência à tecnologia. No caso de Tolstoi, trata-se de  
uma resistência ao modernismo da sociedade. Os autores  
abordam não apenas o minimalismo digital, mas também o  
minimalismo como uma filosofia adjacente à de Tolstoi.  
Aylsworth e Castro (2021), por sua vez, realizam uma análise da  
filosofia do minimalismo digital sob o olhar de Immanuel Kant,  
buscando compreender se o minimalismo digital se caracteriza  
como um dever perfeito ou imperfeito do indivíduo. Concluem  
que existe uma obrigação moral para utilizar o celular, e o dever  
relacionado ao seu uso está ligado à comodidade mais  
importante que possuímos: a autonomia.  
É possível compreender a relação do minimalismo com o  
minimalismo digital. Alguns textos abordam esta relação ou  
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v. 9, e24220, 2026, Universidade Federal de Sergipe.  
ISSN 2595-4768. DOI: 10.33467/conci.v9i.24220  
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Artigo original  
evidenciaram citando ambos os conceitos. Cote (2025) descreve  
o minimalismo digital como um movimento contrário ao  
consumismo  
desenfreado,  
abordando  
questões  
de  
sustentabilidade e o efeito rebote das Tecnologias de Informação  
e Comunicação (TICs). Evelina e Sari (2021) apresentam o  
minimalismo digital como uma espécie de migração do  
minimalismo ao ambiente digital, buscando, de maneira  
equilibrada, complementar os dois conceitos e mostrar a razão  
pela qual ambos devem caminhar juntos. Ambos os fenômenos  
são individuais e estruturados com base no objetivo pessoal do  
indivíduo.  
Panda (2024) afirma que o minimalismo surge como uma  
força poderosa para provocar mudanças positivas no mundo  
complexo atual. Embora o autor trate sobre o minimalismo  
digital e inclusive cite Newport, é possível perceber que os dois  
conceitos entrelaçam, parecendo até se estruturar de maneira  
hierárquica, em que ambos estão conectados. De maneira  
similar, Niclescu, Barbu e Ichim (2025) realizaram uma análise  
bibliométrica sobre o anticonsumismo. O minimalismo é citado  
brevemente como uma filosofia de estilo de vida, enquanto o  
minimalismo digital é apenas mencionado nas considerações  
finais, sendo apontado como um tema emergente.  
Lawson (2019) foi um dos trabalhos mais antigos  
recuperados, justamente por se tratar de uma resenha da obra  
de Newport (2019). Bushell (2024), de forma semelhante, reflete  
e apresenta insights sobre o tema, debatendo brevemente sobre  
os desafios relacionados ao uso do celular, voltados à ergonomia,  
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Artigo original  
privacidade e potenciais distrações. O primeiro debate do  
minimalismo nunca é contra a tecnologia; caso contrário, o  
movimento assumiria um caráter mais radical, como o ludismo.  
A oposição inicial do minimalismo não se dirige contra  
computadores ou automóveis, mas contra celulares, que são as  
principais fontes de distrações e que constantemente parecem  
alterar nossa forma de trabalhar e viver. Skivko, Korneeva e  
Kolmykova (2019) descrevem os níveis de práticas do  
minimalismo digital, sendo eles:  
a. Dieta digital: a prática de desconexões momentâneas  
e breves de aparelhos tecnológicos;  
b. Detox  
digital:  
a
prática  
de  
desconexões  
momentâneas e breves de aparelhos tecnológicos,  
porém com um intervalo de tempo maior;  
c. Ascetismo midiático: descrito pelos autores como  
uma forma mais radical de minimalismo digital,  
adotando práticas de desconexões completas em  
certos momentos e não ter ou não usar redes sociais.  
As práticas apontadas pelas autoras assemelham-se às  
apresentadas por Newport (2019), que busca abordar sobre o  
detox digital como uma prática anterior à implementação do  
minimalismo digital. Trata-se de um processo no qual o indivíduo  
propõe-se a ausentar-se das tecnologias; ele enfatiza que a  
ruptura não precisa ocorrer de forma completa e que as regras  
do processo são definidas pelo próprio indivíduo. Ao final deste  
período, o indivíduo pode simplesmente ter utilizado este tempo  
para descansar e retornar à sua vida normalmente, ou,  
posteriormente, adotar efetivamente um estilo de vida  
minimalista digital. Por tanto, esses níveis podem representar o  
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Artigo original  
processo como um todo, podendo ser interpretado como o desejo  
e primeiro contato (dieta digital), o teste (detox digital) e, por  
fim, o minimalismo digital em sua forma mais radical (ascetismo  
midiático).  
Os textos analisados apresentaram diversas contribuições  
ao campo do minimalismo digital, tanto de maneira teórica  
quanto prática. Foram apresentados anteriormente diferentes  
textos que ofereceram aprofundamentos e reflexões, debatendo,  
construindo e complementando a filosofia e práticas do  
minimalismo digital. Entre as contribuições mais significativas,  
destacam-se Kumar e Nath (2024), que buscaram identificar se  
estudantes universitários conheciam o conceito de minimalismo  
digital e sua dependência com a tecnologia. Observou-se que  
38% dos participantes conheciam o conceito e 40,08%  
afirmaram não conseguir viver sem a internet. Embora seu texto  
apresentasse uma abordagem mais teórica, foi importante para  
compreender os impactos da tecnologia no ambiente  
universitário, bem como o terreno fértil para aplicação do  
minimalismo digital.  
Scharaggeová e Bisaha (2025) realizaram um estudo  
experimental com 61 participantes nos quais foi aplicado um  
detox digital alterando a interface de seus celulares para a  
oferecida pelo aplicativo MinimalistPhone, que busca  
proporcionar uma experiência menos aditiva, removendo ícones  
e exibindo apenas aplicativos essenciais em preto e branco na  
página inicial. Esperava-se que o tempo de uso fosse reduzido  
com o uso do aplicativo; entretanto, não foram obtidos  
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resultados positivos, evidenciando que a prática não pode ser  
feita de maneira despropositada; é necessário ter um objetivo  
definido e uma motivação centrada.  
Por fim, Kakad e Dhage (2022) elaboraram uma ontologia  
sobre minimalismo digital utilizando a plataforma Protégé 5.5.0,  
conforme apresentado na figura 2. Tal ontologia pode contribuir  
para que o indivíduo compreenda os principais tópicos  
investigados no campo do minimalismo digital.  
Figura 2 Ontologia do minimalismo digital  
Fonte: Kakad e Dhage (2022).  
A divulgação do minimalismo digital é curiosa; Sarnou  
(2021) sugeriu que professores realizassem sua disseminação no  
ambiente escolar e acadêmico, enquanto Evelina e Sari (2021)  
citam o Youtube como uma plataforma de divulgação,  
enfatizando que seu uso deve ser alinhado com seus princípios e  
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objetivos do minimalismo digital. Esse ponto gera uma aparente  
contradição, uma vez que as mídias sociais se tornam o principal  
alvo dos minimalistas digitais, que destacam seus efeitos  
negativos, especialmente sobre a sua saúde mental. Newport  
(2019) estabelece que o minimalismo digital é uma prática  
individual, sem fórmula secreta; não há regras que impeça o uso  
das mídias sociais, mas todas as atividades devem ter um  
objetivo predeterminado.  
O mapeamento científico auxiliou na identificação não  
apenas das áreas que estudam o assunto, mas também das  
lacunas existentes. Especificamente em relação a BCI, foi  
possível identificar déficit de trabalhos relacionados a área. O  
campo de estudo é bastante amplo, oferecendo espaço de  
desenvolvimento de pesquisas diversas, por exemplo: o serviço  
de referência e estudo de usuário e comunidades, que poderia  
buscar entender como um minimalista digital faz uso dos  
serviços da biblioteca, seu comportamento informacional, quais  
as tipologias de materiais acessam para solucionar suas  
necessidades informacionais; fontes de informação e cultura  
digital, buscando entender quais fontes de informações eles  
entendem como confiáveis, quais mídias sociais auxiliam no  
processo de acesso à informação; leitura e formação de leitores,  
sobre os processos de escolha de novas obras para ler ou  
suportes de leitura, assim como entender como é feito o acesso  
a estas obras.  
Quanto aos objetivos percebidos nos documentos  
analisados, há predominância de discussões conceituais,  
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revisões teóricas e análises comparativas entre minimalismo  
digital, estilos de vida minimalistas e práticas tecnológicas  
contemporâneas. Poucos estudos aplicam metodologias  
empíricas, sugerindo que o campo ainda está em fase  
introdutória, com lacunas para investigações práticas e  
experimentais.  
5 CONSIDERAÇÕES FINAIS  
Durante o desenvolvimento da pesquisa, foi possível  
evidenciar o quão recente é a temática, assim como a evolução  
e o crescente interesse da comunidade acadêmica. O  
minimalismo digital continua um movimento antigo, iniciado  
pelos luditas, que acabou se desvanecendo com eles, mas que  
deixou sementes em diversos contextos. Foi possível identificar  
outras filosofias que seguiram caminhos semelhantes, como a  
filosofia da vida simples de Tolstoi apresentada por Zhang e  
Wang (2025). Todos esses movimentos contribuíram e  
contribuem para o fortalecimento de uma postura de oposição à  
tecnologia, seja de maneira radical ou moderada, seja para  
destruir maquinários, como ocorreu com o ludismo, ou para a  
preservação individual, como no minimalismo digital. Embora  
distintos, o princípio subjacente é o mesmo, a tecnologia pode  
representar opressão.  
O minimalismo está presente há mais tempo, não apenas  
na sociedade, mas também na academia, seja pelo estilo de arte  
dos anos 1960, pelo design, ou principalmente pelo seu estilo de  
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vida contra o consumismo predatório. O minimalismo digital, seu  
“irmão lateral”, tem visto seu crescimento exponencial no  
número de estudos, como apresentado no gráfico 1, uso mídias  
sociais, mas todas as atividades devem ter um objetivo  
predeterminado.  
O presente estudo tem como objetivo mapear as produções  
científicas sobre minimalismo digital e identificar suas  
contribuições em diferentes campos. Nesse sentido, o estudo  
alcançou o primeiro objetivo ao evidenciar que as áreas do  
conhecimento mais envolvidas com o tema são majoritariamente  
oriundas das Ciências Sociais. Quanto ao segundo objetivo, foi  
possível observar que as pesquisas analisadas adotam, em sua  
maioria, abordagens teóricas, sendo Newport o autor mais citado  
na caracterização do assunto. Por fim, em relação ao terceiro  
objetivo, o estudo apontou lacunas significativas na BCI, onde  
há escassez de trabalhos sobre o tema, apesar do potencial para  
investigações em serviços de referência, estudos de usuários,  
fontes de informação, cultura digital e formação de leitores.  
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Acesso em: 4 set. 2025.  
NOTAS  
CONTRIBUIÇÃO DE AUTORIA  
Coleta de dados: Pedroso, Júlia Mattos Fernandes.  
Orientação e revisão: Lucas, Elaine Rosangela de Oliveira.  
ORIGEM DA PESQUISA  
Manuscrito derivado do Trabalho de Conclusão do Curso de Biblioteconomia –  
Habilitação em Gestão da Informação, de Júlia Mattos Fernandes Pedroso, sob  
orientação de Elaine Rosangela de Oliveira Lucas, da Universidade do Estado de  
Santa Catarina, 2025, disponível no Repositório Institucional.  
FINANCIAMENTO  
Não se aplica  
USO DE INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL  
O uso da ferramenta de IA foi realizado unicamente para a etapa de revisão  
ortográfica do manuscrito.  
CONSENTIMENTO DE USO DE IMAGEM  
Não se aplica  
Convergências em Ciência da Informação, São Cristóvão.  
v. 9, e24220, 2026, Universidade Federal de Sergipe.  
ISSN 2595-4768. DOI: 10.33467/conci.v9i.24220  
32  
Artigo original  
APROVAÇÃO DE COMITÊ DE ÉTICA EM PESQUISA  
Não se aplica  
CONFLITO DE INTERESSES  
As pessoas autoras declaram não haver conflitos de interesse.  
LICENÇA DE USO  
As autorias concedem à Revista Convergência em Ciência da Informação os  
direitos exclusivos de primeira publicação do trabalho, que será simultaneamente  
BY 4.0). Essa licença permite que terceiros compartilhem, adaptem, remixem e  
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Convergência em Ciência da Informação.  
PUBLISHER  
Universidade Federal de Sergipe. Programa de Pós-graduação em Ciência da  
Informação. Publicação no Portal de Periódicos UFS. As ideias expressadas neste  
artigo são de responsabilidade de seus autores, não representando,  
necessariamente, a opinião dos editores ou da universidade.  
EQUIPE EDITORIAL  
Martha Suzana Cabral Nunes, Pablo Boaventura Sales Paixão, Rafaela Ferreira  
Lopes.  
COMO CITAR  
PEDROSO, Júlia Mattos Fernandes; LUCAS, Elaine Rosangela de Oliveira.  
Mapeamento científico sobre minimalismo digital: tendências, abordagens e  
lacunas de pesquisa. ConCI: Convergências em Ciência da Informação, São  
Cristóvão, v. 9, p. e24220, 2026. DOI: 10.33467/conci.v9i.24220  
Convergências em Ciência da Informação, São Cristóvão.  
v. 9, e24220, 2026, Universidade Federal de Sergipe.  
ISSN 2595-4768. DOI: 10.33467/conci.v9i.24220  
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