"Furo sensacional!"
a escrita da história de Melchiades da Rocha em “Bandoleiro das Catingas”
DOI:
https://doi.org/10.61895/pl.v19i37.23904Palavras-chave:
Escrita da história, Sertões, CangaçoResumo
O repórter Melchiades da Rocha ganhou notoriedade nacional por ter feito uma das principais coberturas da morte do famoso cangaceiro Lampião a serviço do periódico “A Noite Ilustrada”. O objetivo desse artigo é fazer uma reflexão sobre a construção de sua escrita da história do cangaço no livro “Bandoleiro das Catingas”, lançado em 1942, como extensão do seu trabalho de reportagem da época. Diante desse cenário, observo algumas condições de sua produção, a narrativa construída e determinados traços de sua recepção. Faço isso a partir de discussões alinhadas à prática da história da historiografia atenta às formas populares de escrita. O debate sobre sua forma de escrita, produzido a partir de lógicas da imprensa interessada em atingir público não especializado, auxilia a entender um modo narrativo que se tornou muito apreciado em torno do assunto.
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