Deglutição e antropofagia na brasilidade modernista
Artes e modos de vida
DOI:
https://doi.org/10.52052/issn.2176-5960.pro.v17i48.23621Resumo
Este artigo busca pensar a antropofagia, no modernismo, no Brasil, a partir de uma perspectiva da história cultural na relação com a antropologia com as artes. Busca-se articular o deglutir com a elaboração como prática de invenção e luta contra as colonialidades, em processos éticos, estéticos e políticos que são modos de vida e maneiras de subjetivar-se por meio das relações com saberes locais em alteridades que dialogam com os mundos outros sem a eles sucumbirem. Portanto, o texto traz uma análise que opera com o analisador antropofagia com uma perspectiva de brasilidade e modernismo. Esse trabalho tem uma inflexão crítica da visão nacionalista e de identidades essencialistas na medida em que faz valer a singularidade como processo de diferenciação e revolução molecular na prática anticolonial do modernismo antropofágico. Busca-se, nas considerações finais, apresentar uma conclusão das práticas culturais que operam nos usos dos acontecimentos enquanto operação historiográfica e artes de fazer em que o deglutir é raro, singular e campo de possibilidade de elaboração antropofágica dos brasis em que nos tornamos brasilianos(as).