Deglutição e antropofagia em Oswald de Andrade
Perspectivismo, anticolonialidade e o pensamento da diferença
DOI:
https://doi.org/10.52052/issn.2176-5960.pro.v17i48.23790Resumo
Este artigo tem o objetivo de trabalhar o pensamento da diferença a partir da deglutição e da devoração antropofágica com o perspectivismo enquanto resistência anticolonial. A proposta é partir do nomadismo, da caosmose, da transversalidade e da geofilosofia como estratégia de diferenciação do Movimento Modernista, em Oswald de Andrade, sobretudo, em seus Manifestos Pau-Brasil e Antropofágico. A rebeldia e o questionamento por meio dos saberes locais, das insurgências modernistas e da produção da diferença são moduladores analíticos neste texto com vistas a trabalhar a interrogação anticolonial dos modos de vida colados em identidades, em essências, comunitarismos e sectarismos. O trabalho do pensar como diferenciação é uma força-fluxo de deglutição crítica nas linguagens para colocar em xeque o governo da língua e dos corpos para fazer ressonâncias e passagens éticas, estéticas e políticas. As artes no Movimento Modernista, especialmente, sob as lentes de Deleuze e Guattari podem fazer pulsar elaborações de subjetivações em insurreição.