A teia literária de culturas políticas do século XIX:
o caso de Maria Firmina dos Reis e o lugar da mulher na sociedade oitocentista do Brasil
Palavras-chave:
Maria Firmina dos Reis, mulheres, cultura políticaResumo
Maria Firmina dos Reis foi uma escritora e professora nascida no Maranhão no século XIX. Conhecida por seus temas antiescravistas e pelas críticas ao lugar da mulher na sociedade do século XIX. O presente artigo analisa a voz feminina de Maria Firmina dos Reis no meio literário, buscando perceber a partir de suas ideias diretas e de representações de personagens femininas possíveis leituras da sociedade da época no tocante ao lugar das mulheres em tal conjuntura.
Downloads
Referências
AGOSTINHO, Régia. A mente, essa ninguém pode escravizar: Maria Firmina dos Reis e a escrita feita por mulheres no Maranhão. Leitura. Teoria & Prática, v. 56, p. 11-19, 2011.
ALMEIDA, Janaiky Pereira. As multifaces do patriarcado: uma análise das relações de gênero nas famílias homoafetivas. Dissertação (Mestrado) – Universidade Federal de Pernambuco. CCSA. Serviço Social, 2010.
ASSMANN, Aleida. Espaço da recordação: formas e recordações da memória cultural. Tradução: Paulo Soethe.- Campinas, SP: Editora da Unicamp, 2011.
CERTEAU, Michel de. A invenção do cotidiano: 1. As artes de fazer. 3 ed. Petrópolis: Vozes, 1994.
DAIBERT, Bárbara I. R. Simões; MORAIS, Tatiana Carvalho de. Memórias apagadas: o abolicionismo e a voz-liberdade de Maria Firmina dos Reis no século XIX. Espacialidades, v. 16, n. 2, 18 jul. 2020, p. 76-95.
DUARTE, Constância Lima. Feminismo e literatura no Brasil. Estudos avançados. vol. 17, n. 49, 2003.
DUARTE, Eduardo de Assis. Escravidão e Patriarcado na Ficção de Maria dos Reis. Estudos Linguísticos e literários. n. 59, Jan-jun. 2018, Salvador: p. 223-236.
DUTRA, Eliana R. de Freitas. História e Culturas Políticas: Definições, usos, genealogias.
Varia História, n. 28, p. 13-48, dez. 2002.
FERREIRA, Antonio Celso. Literatura: a fonte fecunda. In: PINSKY, Carla; LUCA, Tânia de (org.). O historiador e suas fontes. São Paulo: Contexto, 2009.
LE GOFF, Jacques. A História Nova [tradução Eduardo Brandão]. – São Paulo: Martins Fontes, 1990.
LOPES, Silvana Fernandes. “Retratos de mulheres na literatura brasileira do século XIX”. Revista Plures Humanidades, Vol. 12, n. 1, Ribeirão Preto, 2011,, p. 117-140.
LOPES, Zélia Souza. Hortografismo: negritude, espiritualidade e morte em Auta da Souza. Dissertação (mestrado acadêmico) – Universidade Federal de Juiz de Fora, Faculdade de Letras. Programa de Pós-Graduação em Estudo Literários, 2018.
MOTTA, Rodrigo Patto Sá (org.). Culturas políticas na história: novos estudos. Belo Horizonte: Fino Traço Argumentum, 2014. NOCHLIN, Linda. Por que não houve grandes mulheres artistas? São Paulo: Aurora, 2016.
OLIVEIRA, Adriana Barbosa de. Gênero e etnicidade no romance Úrsula, de Maria Firmina dos Reis. Dissertação (Mestrado em Estudos Literários) - Universidade Federal de Minas Gerais Belo Horizonte, 2007.
REIS, Maria Firmina dos. Úrsula e outras obras. Brasília: Câmara dos Deputados, Edições Câmara,2018.
RÉMOND, Réne. Por que a história política? Revista Estudos Históricos. Vol. 7 n. 13. P. 9-19. jan-jun. 1994.
RIBEIRO, Djamila. O que é lugar de fala? Belo Horizonte (MG): Letramento: Justificando, 2017.
SANTOS, Magno Francisco de Jesus. Ensino de História, espaços e cultura política bandeirante: José Scarameli e a escrita de livros escolares de História para crianças. Revista História, vol 5, n. 9, 2017, p. 104-125.
SOUZA, Auta. Horto, outros poemas e ressonâncias: obras reunidas. Natal: EDUFRN, 2009.
SPIVAK, Gayatri Chakravorty. Pode o subalterno falar? Tradução: Sandra Regina Goulart Almeida, Marcos Pereira Feitosa, André Pereira. - Belo Horizonte: Editora UFMG, 2010.
TELLES, Norma. Escritoras, escritas, escrituras. In: DEL PRIORE, Mary (Org.). História das mulheres no Brasil. São Paulo: Contexto. 2018.
VÁSQUEZ, Paul Juan Montoya. A cultura política na historiografia do século XIX latino-americano: o caso peruano; Historiæ. Rio Grande, v. 9, n. 2: 27-48, 2018.
WOOLF, Virginia. Um teto todo seu. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1985.