Flavia Moraes Lins de Barros; Daniel Hauer Queiroz Telles; Tais Kalil Rodrigues; Paloma Santos Amorim; Luiz Fernando de Carli Lautert
Pressões territoriais das praias como um
desafio para a ciência e a gestão costeira
no Brasil
Presiones territoriales sobre las playas
como desafío a la ciencia y la gestión
costera en Brasil
Resumo
Resumen
As praias costeiras têm ganhado relevância para
a gestão territorial no Brasil, considerando seu
valor econômico, social e ambiental, bem como
outros interesses associados. Enquanto espaços
de disputa, presenciam conflitos e impactos rela-
cionados aos múltiplos usos e apropriações que
se intensificam e se tornam, ainda mais, significa-
tivos pelas mudanças climáticas, impondo novos
desafios. De um lado, enfrentamos a questão da
erosão costeira e das inundações; de outro, nos
deparamos com a produção do espaço por meio
da urbanização e do desenvolvimento turístico
sem agendas de planejamento ou de governança
sistemáticas e devidamente avaliadas, ainda que
recebendo instrumentos legalmente previstos.
Consideradas em suas complexidades, as praias
reúnem questões de desafiador dimensionamento
analítico e também de integração ambiental, de di-
reitos públicos, de políticas públicas. Isso ameaça
sua condição de espaços públicos de uso comum e
de livre acesso da população, inclusive dando mar-
gem a propostas políticas de privatização. Este ar-
tigo visa correlacionar esses problemas gerais às
praias brasileiras e ao papel da ciência na defini-
ção de fluxos de governança sob uma perspectiva
territorial. A partir de três situações em diferentes
localidades do Brasil, é trazida proposta prelimi-
nar de abordagem sobre discrepâncias e similitu-
des. Além dos diferentes contextos geográficos e
paisagísticos, fatores específicos de cada realidade
apontam para diferentes expressões do fenôme-
no de compressão praial (beach squeeze). O arti-
go contribuirá para o debate sobre desafios para
a gestão de praias brasileiras diante de pressões
econômicas e ambientais.
Las playas costeras han cobrado relevancia para la
gestión territorial en Brasil, considerando su valor
económico, social y ambiental, así como otros intere-
ses asociados. Como espacios de disputa, son testigos
de conflictos e impactos relacionados con múltiples
usos y apropiaciones que se intensifican y cobran
mayor relevancia debido al cambio climático, lo que
impone nuevos desafíos. Por un lado, nos enfrenta-
mos al problema de la erosión costera y las inunda-
ciones; por otro, a la producción de espacio mediante
la urbanización y el desarrollo turístico sin agendas
de planificación o gobernanza sistemáticas y debida-
mente evaluadas, a pesar de contar con instrumentos
legales. Consideradas en su complejidad, las playas
conjugan cuestiones de difícil dimensionamiento ana-
lítico e integración: ambientales, de derechos públicos
y de políticas públicas. Esto amenaza su condición de
espacios públicos de uso común y libre acceso para la
población, lo que da lugar incluso a propuestas políti-
cas de privatización. Este artículo busca correlacionar
estos problemas generales con las playas brasileñas y
el papel de la ciencia en la definición de los flujos de
gobernanza desde una perspectiva territorial. A partir
de tres situaciones en diferentes lugares de Brasil, se
presenta una propuesta preliminar para abordar las
discrepancias y similitudes. Además de los diferentes
contextos geográficos y paisajísticos, factores especí-
ficos de cada realidad apuntan a diferentes manifes-
taciones del fenómeno de la compresión costera. El
artículo contribuirá al debate sobre el significado de la
playa para la sociedad brasileña contemporánea.
Palabras clave: Gestión de Playas; Conflictos Ter-
ritoriales; Compresión de Playas; Impactos Am-
bientales.
Palavras-chave: Gestão de Praias; Conflitos Territo-
riais; Compressão de Praias; Impactos Ambientais.
Timeline of the Manuscript
Received: October 2025
First Review: October 2025
Second Review: October 2025
Accepted for Publication: October 2025
Author revision: November 2025
Grammar, Spelling and ABNT review: November 2025
Author revision: December 2025
Published on December 2025
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