“LAERTE-SE” E “TOMBOY”: CONVITES ÀS EXPERIMENTAÇÕES DE SI
DOI:
https://doi.org/10.21665/2318-3888.v7n13p109-126Abstract
Neste artigo, inspirad@s pela teoria queer e afetados pelas imagens e discursos das produções cinematográficas “Laerte-se” (BRUME; SILVA, 2017) e “Tomboy” (SCIAMMA, 2011), objetivamos pensar a potência das dissidências de gênero e as possibilidades que apontam ao questionarem o sistema de inteligibilidade heteronormativo. Sem desconsiderarmos a importância dos aspectos técnicos das obras em cena (algo que nos escapa pelo objetivo a que nos propomos), interessam-nos, sobretudo, as afetações provocadas a partir de imagens, narrativas e problemas/questões apresentados nos filmes. Desse modo, ao percorrermos as performances de Mickael e Laerte, de seus corpos, de suas estéticas da existência, são corpos desejantes e dissidentes que encontramos. Concluímos que, por eles, neles e com eles, a “abjeção” é ressignificada e onde aparentemente só havia “certeza” e “verdade” normalizadoras (estabelecidas pelos saberes médico-psi-jurídicos), instaura-se o espaço do questionamento e da subversão das normatividades compulsórias.
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REFERÊNCIAS
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