FORRÓ: ENTRE CONSUMO E TRADIÇÃO NO MUNDO CONTEMPORÂNEO
DOI:
https://doi.org/10.21665/2318-3888.v7n14p169-201Abstract
Nos processos identitários, músicos e consumidores formam redes de interdependência como aliados ou adversários em diferentes níveis de poder. Este artigo pretende promover uma reflexão de como a produção musical comporta múltiplos pertencimentos situado entre a tradição e a modernização. Essa dinâmica acentua-se na atual globalização que facilita intercâmbios culturais capazes de gerar violência, mas também uma atitude dialógica intercultural enriquecedora. O forró como demais bens culturais se insere na lógica do mercado em busca do lucro e transforma espaços e relações humanas através do consumo. Enquanto bem de consumo, modalidades do forró tem como uma das características o descarte de músicas de sucesso e sua substituição por novidades. Este forró produzido pelo mercado do entretenimento e veiculado pela grande mídia exerce grande influência na formação de repertório de atores sociais aos quais é negada a música de qualidade. À alta rotatividade dos produtos de consumo opõe-se à criação artística mais elaborada que necessita de tempo para projetar, produzir, reformular e amadurecer. Essa situação se agrava quando a educação perde seu caráter formador e informador para uma consciência mais crítica e uma ação mais construtiva.
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