De la modernidad eurocéntrica a los estudios decoloniales

los aportes esenciales de Enrique Dussel y Aníbal Quijano

Autores/as

DOI:

https://doi.org/10.21665/2318-3888.v14n27p285

Palabras clave:

Modernidad. Eurocentrismo. Decolonialidad. Colonialidad del Poder.

Resumen

Este artículo analiza cómo la difusión de los ideales de la Ilustración y el racionalismo cartesiano consolidó un modelo eurocéntrico de humanidad que se impuso como referencia universal durante la expansión colonial. Este paradigma legitimó la dominación de los pueblos de América Latina, Asia y África, contribuyendo al proceso sistemático de Invisibilización de sus legados históricos, culturales y científicos. Para problematizar esta cuestión, el estudio moviliza dos contribuciones teóricas convergentes: la perspectiva de la transmodernidad, de Enrique Dussel, y el concepto de colonialidad del poder, de Aníbal Quijano. Metodológicamente, se adopta el pluralismo jurídico-epistémico, con el objetivo de valorar las voces y epistemologías de los pueblos históricamente colonizados. Concluye que los estudios decoloniales constituyen una herramienta esencial para desestabilizar el paradigma racionalista eurocéntrico y promover nuevas formas de comprender el mundo desde el sur global.

Sumisión: 05 ene. 2026 ⊶ Aceptado: 17 mar. 2026

Descargas

Los datos de descargas todavía no están disponibles.

Biografía del autor/a

Williem da Silva Barreto Júnior, Centro Universitário de Excelência

Doutor em Direito pela Universidade La Salle/RS (Área de concentração: Sociologia do Direito). Mestre em Direito pelo Centro Universitário FG/BA (Área de concentração: Teoria do Direito). Graduado em Direito pela Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB). Professor permanente dos cursos de graduação em Direito do Centro Universitário de Excelência (UNEX) e da Faculdade UNINASSAU. Professor colaborador do programa de Pós-Graduação Lato Sensu em Relações Sociais e Novos Direitos da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB). Pesquisador. Membro dos grupos de pesquisa Jurisdição Constitucional e Democracia (CNPQ/UFSC) e Pluralismo e Direitos Humanos: Diálogos Culturais Transfronteiriços (CNPQ/UNILASALLE).

Citas

ALMEIDA, Maria Regina Celestino de. Metamorfoses Indígenas: identidade e cultura nas aldeias coloniais do Rio de Janeiro. Rio de Janeiro: Editora FGV, 2003.

ARCOS RAMÍREZ, Federico. ¿Existe um derecho humano a Inmigrar? Una crítica del argumento de la continuidad lógica. Doxa – Cuadernos de Filosofia del Derecho, Alicante, n. 43, 2020.

BALLESTRIN, Luciana. América Latina e o giro decolonial. Revista Brasileira de Ciência Política, Brasília, n. 11, maio/ago. 2013.

BALLESTRIN, Luciana. Modernidade/Colonialidade sem “Imperialidade”? O Elo Perdido do Giro Decolonial. DADOS – Revista de Ciências Sociais, Rio de Janeiro, v. 60, n. 2, 2017.

BARRETO, José-Manuel. Human Rights from a Third World Perspective: Critique, History and International Law. Newcastle: Cambridge Scholars Publishing, 2013.

BRAGATO, Fernanda Frizzo; CASTILHO, Nathália Martinuzzi. O pensamento descolonial em Enrique Dussel e a crítica do paradigma eurocêntrico dos direitos humanos. Revista Direitos Culturais, Santo Ângelo, v. 7, n. 13, 2012.

BRAGATO, Fernanda Frizzo. Para além do discurso eurocêntrico dos direitos humanos: contribuições da descolonialidade. Revista Novos Estudos Jurídicos, Itajaí, v. 19, n. 1, jan./abr. 2014.

CASTRO-GÓMEZ, Santiago. Ciencias sociales, violencia epistémica y el problema de la “invención del otro”. In: LANDER, Edgardo (Org.). A colonialidade do saber: eurocentrismo e ciências sociais. Perspectivas latino-americanas. Buenos Aires: CLACSO, 2000.

DAMASCENO, Maira; AMORIM, Gabriel Chaves; CARDOSO, Dorvalino Refej. Modernidade/colonialidade/decolonialidade: perspectivas teóricas e históricas. Revista TEL (Tempo, Espaço e Linguagem), Irati, v. 13, n. 1, jan./jun. 2022.

DUSSEL, Enrique. Ética da libertação na idade da globalização e da exclusão. São Paulo: Editora Vozes, 2000.

DUSSEL, Enrique. Europa, modernidad y eurocentrismo. In: LANDER, Edgardo (Org.). La colonialidad del saber: eurocentrismo y ciencias sociales. Perspectivas latinoamericanas. Buenos Aires: CLACSO, 2000a.

DUSSEL, Enrique. Filosofia da Libertação. São Paulo: Loyola, 1977.

DUSSEL, Enrique. Siete ensayos de filosofía de la liberación: hacia una fundamentación del giro decolonial. Madri: Trotta, 2020.

DUSSEL, Enrique. Transmodernidade e Interculturalidade: Interpretação a partir da filosofia da libertação. Revista sociedade e estado, Brasília, v. 31, n. 1, jan./abr. 2016.

DUSSEL, Enrique. World-System and transmodernity. Nepantla Views from South, Durham, v. 3, n. 2, 2002.

DUSSEL, Enrique. 1492. O encobrimento do outro: a origem do mito da modernidade, conferências de Frankfurt. Petrópolis: Vozes, 1993.

ESCOBAR, Arturo. Mundos y conocimientos de otro modo. Tabula Rasa, Bogotá, n. 1, 2003.

FOUCAULT, Michel. Microfísica do Poder. Rio de Janeiro: Edições Graal, 2004.

GOMES, Flávio dos Santos. Histórias de quilombolas: mocambos e comunidades de senzalas no Rio de Janeiro – século XIX. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2006.

GONZALEZ, Lélia. A categoria político-cultural de amefricanidade. In: HOLLANDA, Heloisa Buarque de (Org.). Pensamento feminista brasileiro: formação e contexto. Rio de Janeiro: Bazar do Tempo, 2019.

GROSFOGUEL, Ramon. Para descolonizar os estudos de economia política e os estudos pós-coloniais: transmodernidade, pensamento de fronteira e colonialidade global. Revista Crítica de Ciências Sociais, n. 80, 2008.

HARAWAY, Donna. Saberes localizados: a questão da ciência para o feminismo e o privilégio da perspectiva parcial. Cadernos Pagu, Campinas, n. 5, 1995.

LUGONES, María. Colonialidad y Género. In: Tabula Rasa, Cundinamarca, n. 9, 2008.

MACPHERSON, Crawford Brough. The political theory of possessive Individualism. Hobbes to Locke. Oxford: Oxford University Press, 2011.

MAFEJE, Archie. The ideology of “tribalism”. The Journal of Modern African Studies, Cambridge, v. 9, n. 2, 1971.

MALDONADO-TORRES, Nelson. Sobre la colonialidad del ser. Revista Crítica de Ciências Sociais, Coimbra, n. 80, 2007.

MIGNOLO, Walter. Diferencia colonial y razón postoccidental. In: CASTRO-GÓMEZ, Santiago (Org.). La reestructuración de las ciencias sociales en América Latina. Bogotá: Centro Editorial Javeriano, 2000a.

MIGNOLO, Walter. Historias locales/diseños globales: colonialidad, conocimientos subalternos y pensamiento fronterizo. Madrid: Akal, 2003.

MIGNOLO, Walter. La colonialidad a lo largo y a lo ancho. In: LANDER, Edgardo (Org.). La colonialidad del saber: eurocentrismo y ciencias sociales. Perspectivas latinoamericanas. Buenos Aires: CLACSO, 2000.

MILLER, Jaques-Alain. A máquina panóptica de Jeremy Bentham. In: SILVA, Tomaz Tadeu da (Org.). O Panóptico: Jeremy Bentham. Belo Horizonte: Autêntica, 2000.

MONTEIRO, John Manuel. Negros da terra: índios e bandeirantes nas origens de São Paulo. São Paulo: Companhia das Letras, 1994.

NORONHA, Cejana Uiara Assis. Teologia da Libertação: origem e desenvolvimento. Revista Fragmentos de Cultura, Goiânia, v. 22, n. 2, abr./jun. 2012.

QUIJANO, Aníbal. Colonialidad del poder y clasificacion social. Revista semestral del Departamento de Estudios Ibéricos y Latinoamericanos de la Universidad de Guadalajara, Guadalajara, v. 3, n. 5, jul./dic. 2011.

QUIJANO, Aníbal. Colonialidad del poder, eurocentrismo y América Latina. In: LANDER, Edgardo (Org.). A colonialidade do saber: eurocentrismo e ciências sociais. Perspectivas latino-americanas. Buenos Aires: CLACSO, 2000.

QUIJANO, Aníbal: ‘Raza’, ‘etnia’y ‘nación’en Mariátegui: Cuestiones abiertas, en Juan Carlos Mariátegui y Europa. La otra cara del descubrimiento. Lima: Amauta, 1992.

OLIVEIRA, Ariadne Moreira Basílio de. Religiões afro-brasileiras e o racismo: contribuição para a categorização do racismo religioso. Dissertação (Mestrado em Direitos Humanos e Cidadania) – Universidade de Brasília, Brasília, 2017.

OLIVEIRA, João Pacheco de. O nascimento do Brasil e outros ensaios: “pacificação”, regime tutelar e formação de alteridades. Rio de Janeiro: Contra Capa, 2016.

OYĚWÙMÍ, Oyèrónkẹ́. The Invention of women: making an African sense of Western gender discourses. Minneapolis: University of Minnesota Press, 1997.

RABASA, José. Inventing America. Norman: Oklahoma University Press, 1993.

ROMAGUERA, Daniel Carneiro Leão; TEIXEIRA, João Paulo Allain; BRAGATO, Fernanda Frizzo. Por uma crítica descolonial da ideologia humanista dos direitos humanos. Revista Derecho y Cambio Social, Lima, n. 38, 2014.

SAHLINS, Marshall. Ilhas de História. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 1990.

SAITO, Vitória Hiromi. A filosofia da libertação e o projeto de construção da transmodernidade numa perspectiva latino-americana. Anais da XXI Jornada de Iniciação Científica, Curitiba, v.1, n. 10, 2010.

SOUSA SANTOS, Boaventura de. Para além do Pensamento Abissal: Das linhas globais a uma ecologia de saberes. Revista Crítica de Ciências Sociais, Coimbra, n. 78, out. 2007.

SOUSA SANTOS, Boaventura de. Pela mão de Alice: o social e o político na pós-modernidade. São Paulo: Cortez, 1998.

WALLERSTEIN, Immanuel. O universalismo europeu. São Paulo: Boitempo, 2007.

WALSH, Catherine. Interculturalidad, Estado, sociedad: luchas (de)coloniales de nuestra época. Quito: Abya-Yala, 2009.

Publicado

2026-06-07

Cómo citar

BARRETO JÚNIOR, Williem da Silva. De la modernidad eurocéntrica a los estudios decoloniales: los aportes esenciales de Enrique Dussel y Aníbal Quijano. Ambivalências, São Cristóvão-SE, v. 14, n. 27, p. 285–303, 2026. DOI: 10.21665/2318-3888.v14n27p285. Disponível em: https://periodicos.ufs.br/Ambivalencias/article/view/n27p285. Acesso em: 28 jun. 2026.