O INSTITUTO MÍDIA ÉTNICA COMO EXPERIÊNCIA DA INTELIGÊNCIA COLETIVA E CULTURA PARTICIPATIVA
Palabras clave:
cultura participativa, inteligência coletiva, netnografia, instituto mídia étnica, políticas identitárias.Resumen
Este artigo visa interpretar a comunidade virtual Instituto Mídia Étnica, à luz dos conceitos de inteligência coletiva e cultura participativa, na visão de Pierre Lévy e Henry Jenkins. Outro propósito é procurar perceber como as mídias têm propiciado uma esfera pública democrática valorizando a diversidade. A pesquisa qualitativa teve um caráter etnográfico ou, mais precisamente, netnográfico, como metodologia mais apropriada para se estudar as comunidades virtuais. Resultados mostraram que o Instituto desenvolve um trabalho colaborativo usando o portal Correio Nagô para a partilha dos conteúdos entre os membros, através de comentários e propostas de solução. Por essa razão, pode ser visto como espaço alternativo, democrático e plural das vozes dos negros na Bahia, no Brasil, no continente africano e no mundo inteiro ao apropriar-se das potencialidades das tecnologias de informação e comunicação (TIC) para desenvolver, entre seus membros, a cultura participativa concorrendo, deste modo, para o desenvolvimento da inteligência coletiva.
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