Opacidade como poder: imperialismo de plataformas e soberania informacional no Brasil

Autores

  • Juliano Borges Ibict

DOI:

https://doi.org/10.54786/revistaeptic.v28i2.24629

Resumo

O artigo investiga o imperialismo de plataformas no Brasil como dependência de infraestruturas privadas transnacionais, examinando como opacidades deliberadas se articulam com a erosão do escrutínio democrático e da capacidade regulatória estatal. Mobilizando economia política da comunicação, governança de plataformas e crítica da transparência, o estudo bibliográfico-documental ancora-se em índices nacionais e internacionais de transparência, situando a desinformação como externalidade lucrativa do modelo de negócio das plataformas. Conclui que a opacidade é instrumento de poder, a ser contraposto por transparência verificável. A contribuição original é propor critérios operacionais de transparência robusta a partir de lacunas empíricas de acesso à informação.

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Biografia do Autor

Juliano Borges, Ibict

Jornalista (UFRJ), mestre e doutor em Ciência Política pelo IUPERJ (atual IESP-UERJ), pesquisador associado ao Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (IBICT). Professor com experiência de pesquisa e ensino nos cursos de Comunicação Social da UERJ e do IBMEC e integrante do grupo de pesquisa Escritos, Estudos Críticos em Informação, Tecnologia e Organização Social do IBICT. Autor do livro Webjornalismo: política e jornalismo em tempo real, desenvolve seu trabalho sobre plataformas digitais, desinformação, negacionismos e comunidades online em estudos relacionados aos impactos políticos e culturais das novas tecnologias da comunicação.

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Publicado

2026-10-19

Como Citar

Borges, J. (2026). Opacidade como poder: imperialismo de plataformas e soberania informacional no Brasil . Revista Eletrônica Internacional De Economia Política Da Informação Da Comunicação E Da Cultura, 28(2), 175–186. https://doi.org/10.54786/revistaeptic.v28i2.24629