O Caldeirão da Santa Cruz do Deserto na Literatura de Cordel
apontamentos e reflexões
DOI :
https://doi.org/10.61895/pl.v20i38.23900Mots-clés :
CaldeirãoRésumé
O presente trabalho tem como objetivo refletir sobre a representação do Caldeirão da Santa Cruz do Deserto nos cordéis, analisando como essa produção, surgida após 30 anos de silenciamento sobre o evento, contribui para a história e a memória que se consolidam ao longo do tempo. Destruído em 1936 por forças policiais do Estado do Ceará, o Caldeirão configurou-se como um importante lugar de resistência camponesa no Brasil, formado por migrantes de diversos estados (Alagoas, Pernambuco, Maranhão, Piauí, Bahia e Rio Grande do Norte). A pesquisa aborda o cordel como um jornalismo em verso, reconhecendo sua importância narrativa para a compreensão de diversos acontecimentos da História do Brasil. O suporte teórico baseia-se em autores como Stuart Hall e Chaim Perelman, no que tange aos estudos de linguagem e retórica. Para tanto, foram analisados como fontes os cordéis dos poetas Abraão Batista, Geraldo Amâncio e Medeiros Braga. O estudo é introduzido com uma breve passagem de um cordel do poeta Patativa do Assaré.
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