SILENCIAMENTO, AGÊNCIA E ESCRITA DA HISTÓRIA

HORACIO LARA E AS NARRATIVAS MAPUCHE ENTRE O COLONIAL E O NACIONAL

Autores

Palavras-chave:

Ambivalência narrativa. Historiografia chilena. Pacificação da Araucanía.

Resumo

Este artigo examina a Crónica de la Araucanía (1888-1889), de Horacio Lara Marchant, por meio da leitura integral de seus dois tomos, de seus paratextos e de uma amostragem estratificada da recepção entre 1889 e 2024. Analisa-se em que medida a obra pode ser definida como contranarrativa à historiografia nacional chilena e quais limites cercam a hipótese de seu silenciamento. Os resultados indicam que Lara reconheceu a soberania e a agência diplomática mapuche, mas enquadrou esse reconhecimento em categorias civilizatórias e em uma teleologia territorial. A recepção posterior oscilou entre celebração patriótica, apropriação documental e crítica da narrativa nacional. Sustenta-se, assim, que a obra constitui contranarrativa parcial, com circulação desigual e sentidos historicamente disputados.

Biografia do Autor

Saulo José Mello da Silva, Universidade Federal de Juiz de Fora

Pós-graduando em História na modalidade Mestrado pela Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF)

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Publicado

2026-08-27

Como Citar

Mello da Silva, S. J. (2026). SILENCIAMENTO, AGÊNCIA E ESCRITA DA HISTÓRIA: HORACIO LARA E AS NARRATIVAS MAPUCHE ENTRE O COLONIAL E O NACIONAL. Horizontes Históricos, 12(1), 132–150. Recuperado de https://periodicos.ufs.br/HORIZONTES/article/view/25005