POLÍTICAS DE AVALIAÇÃO EM LARGA ESCALA E EDUCAÇÃO MATEMÁTICA – ALGUMAS CONSIDERAÇÕES SOBRE O CONTEXTO DE CENTRALIZAÇÃO CURRICULAR NO BRASIL
DOI :
https://doi.org/10.34179/revisem.v9i3.20644Résumé
A partir de uma perspectiva pós-estrutural e discursiva, analiso os sentidos de qualidade que são negociados e disputados no contexto de centralização curricular (BNCC) e da avaliação em larga escala. Essa análise levou em consideração a atuação dos atores políticos envolvidos no processo de concepção da BNCC, em especial aqueles que constituíram o chamado “Movimento pela Base”. O trabalho se pautou por uma análise documental da BNCC e demais textos normativos que a subsidiam. Focalizo a abordagem documental sobre a BNCC sobre os anos finais do ensino fundamental. Esta análise foi realizada com apoio dos artigos que discutem os sentidos de qualidade e as intencionalidades subjacentes aos textos curriculares. Argumento que a apresentação e a discussão dos sentidos de qualidade da educação presentes na BNCC, encarada aqui como um texto político, pretendem criar as subjetividades do século XXI, do mundo do trabalho e da sociedade em constante transformação mediada, sobretudo, pelos avanços das tecnologias digitais. Analiso também os possíveis impactos da reforma curricular promovida pela BNCC em relação ao Ensino de Matemática. Concluo que a centralização curricular e a avaliação externa são tecnologias políticas utilizadas para garantir os interesses de grupos políticos, em especial os que compõem o Movimento pela Base, mobilizando, através da demanda pela qualidade da educação e pelos direitos da aprendizagem, ideologizada eficiência da educação pública, discurso a ser hegemonizado e respaldado pelo senso comum e apoiado pela necessidade da “qualidade”.
Palavras-chave: Avaliação em larga escala. Centralização curricular. BNCC. Qualidade da Educação. Ensino de Matemática.
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© Carlos Augusto Aguilar Júnior 2024

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