Metamorfose poética em Mugido de Daniela Rezende
DOI:
https://doi.org/10.51951/ti.v15i34.p104-114Palabras clave:
Animalização. Poesia contemporânea. Daniela Rezende.Resumen
Neste trabalho, analisamos literariamente o poema mugido, parte do livro Uma mulher só não faz verão (2022), da escritora brasileira contemporânea Daniela Rezende. Interessaram-nos as aproximações discursivas e simbólicas da vaca e da mulher, em um processo de animalização que se dá primariamente por meio da metáfora e resulta na metamorfose poética. Para compreender as implicações desse fenômeno discursivo e estético, utilizamos o signo animal como “máquina de leitura” (Giorgi, 2016) e revisamos brevemente a categoria animal como configurada na história e cultura do Ocidente (Berger, 2010; Giorgi, 2016; Maciel, 2023; Nunes, 2011), e como posta no âmbito literário (Ortiz-Robles, 2016). Diante disso, acessamos a animalização enquanto um dispositivo deflagrador de hierarquias na cultura (Adams, 2012; Dunayer, 1995; Federici, 2017; Montell, 2019). A metamorfose poética rompe a separação humano/animal e, portanto, evidencia novas possibilidades de constituição enquanto sujeito.
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Citas
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PARA ESCREVER: Ep. 55 – Daniela Rezende em “Pergunte à poeta”. [Locução de]: Lilian Sais. Entrevistada: Daniela Rezende. [S.l.]: Para escrever, 27 mai. 2024. Podcast. Disponível em: https://open.spotify.com/episode/4pDRbZuAsf0k8gh8necqYb?si=3fd2350580204df9. Acesso em: 5 nov. 2024.
REZENDE, Daniela. Uma mulher só não faz verão. Bragança Paulista: Urutau, 2022.
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