Periferias narradas

o espaço periférico como identidade em Olhos D’água

Autores

DOI:

https://doi.org/10.51951/ti.v15i34.p220-229

Palavras-chave:

Olhos D’água. Periferia. Identidade.

Resumo

Este artigo Investiga como os espaços periféricos nos contos “Ana Davenga”, “Zaíta esqueceu de guardar os brinquedos” e “A gente combinamos de não morrer”, da obra Olhos D’água (2014), de Conceição Evaristo, articulam identidade e resistência a partir das teorias de Henri Lefebvre (2000) sobre a produção do espaço e do conceito de heterotopia de Michel Foucault (2013). Partindo da premissa de que as periferias urbanas não são meros cenários passivos, mas territórios dinâmicos e politizados, o estudo demonstra como esses espaços atuam como agentes importantes para o papel identitário periférico, dentro da narrativa.

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Biografia do Autor

Raquel Felipe e Silva, Universidade do Estado do Rio Grande do Norte - UERN

Graduanda em Letras Língua Portuguesa pela Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN), Assu, Rio Grande do Norte, Brasil.

Referências

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Publicado

07-08-2025

Como Citar

FELIPE E SILVA, Raquel. Periferias narradas: o espaço periférico como identidade em Olhos D’água. Travessias Interativas, São Cristóvão-SE, v. 15, n. 34, p. 220–229, 2025. DOI: 10.51951/ti.v15i34.p220-229. Disponível em: https://periodicos.ufs.br/Travessias/article/view/n34p220. Acesso em: 8 mar. 2026.