A dissolução do sujeito na criação artística
uma leitura de Estrela nua (1985)
DOI :
https://doi.org/10.51951/ti.v15i35.p22-30Mots-clés :
Cinema brasileiro. Criação. Morte do autor. Espectralidade.Résumé
Este artigo analisa o filme Estrela nua (1985), de José Antônio Garcia e Ícaro Martins, à luz de Maurice Blanchot e Jacques Derrida, discutindo a morte do autor e a sobrevivência da obra. A trajetória de Glória, que dublará uma atriz morta e gradualmente perde seus contornos identitários, é lida como experiência-limite em que a criação se desprende do sujeito. Conclui-se que a obra desloca o autor de seu lugar de origem, deixando como herança apenas a linguagem, que persiste como rastro após a morte.
Submissão: 14 ago. 2025 ⊶ Aceite: 08 out. 2025
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Références
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