Interseccionalidade e sororidade em Compaixão, de Toni Morrison
DOI :
https://doi.org/10.51951/ti.v15i35.p47-62Mots-clés :
Feminismo negro. Interseccionalidade. Compaixão. Toni Morrison.Résumé
A pesquisa discutiu como os movimentos feministas Iniciais nasceram brancos, um tanto racistas, pois não Incluíram as mulheres não brancas em suas lutas. Por isso, emerge o que se convencionou chamar de feminismo negro, para um revisionismo das lutas feministas. Nos anos 1990, o termo Interseccionalidade passou a ser usado para entender que as mulheres negras são Interpeladas por outros fatores, como questões sociais, religiosas, sexuais, culturais. A pesquisa embasou-se em autoras como Davis (2016), hooks (2014, 2019), Crenshaw (1989,1991). Compaixão, romance de Toni Morrison, de 2008, pôde ser analisado à luz do feminismo negro e da Interseccionalidade, nas figuras femininas cujas vidas se entrecruzam nos Estados Unidos do século XVII. Juntas, as personagens femininas Lina, Rebekka, Sorrow e Florens constroem uma vida de respeito e certa liberdade. Mas, a análise revela que isso muda com a conversão religiosa de Rebekka. Isso ocasiona a perda da sororidade entre elas e os laços se rompem, levando, ironicamente, todas as personagens a situações de Insegurança e opressão. O fim da narrativa é uma metáfora do que viria a ser a escravidão negra nos Estados Unidos dois séculos depois, com mais violência, opressão, racismo e ainda menos igualdade.
Submissão: 24 mai. 2025 ⊶ Aceite: 08 out. 2025
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Références
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