A convergência no mundo distópico
uma análise sobre a cultura participativa na obra The selection
DOI:
https://doi.org/10.51951/ti.v16i36.p39-54Palavras-chave:
Convergência midiática. Cultura participativa. Distopia. Reality show.Resumo
No romance The Selection, de Kiera Cass, ambientado na sociedade distópica de Illéa, o governo utiliza o reality show “A Seleção” como dispositivo de entretenimento e Instrumento de controle social e manutenção de poder. Nesse contexto, a exibição do programa mobiliza diferentes plataformas midiáticas e Incentiva o engajamento da população, transformando o consumo televisivo em uma prática social ampliada. Diante disso, este estudo tem como objetivo analisar de que maneira o reality show representado na obra promove processos de convergência midiática e cultura participativa, Incentivando os habitantes de Illéa a consumir, comentar e expandir conteúdos relacionados ao programa. Metodologicamente, trata-se de uma pesquisa qualitativa, de caráter exploratório-descritivo, fundamentada em análise bibliográfica e discursiva de trechos do romance. A Investigação dialoga, sobretudo, com os aportes teóricos de Henry Jenkins (2009), especialmente no que se refere aos conceitos de convergência midiática, narrativa transmídia e cultura participativa. Os resultados Indicam que o reality funciona como um dispositivo estratégico do Estado, capaz de estimular o envolvimento emocional e social do público por meio da circulação ampliada de conteúdos em diferentes meios. Conclui-se que, na narrativa, a convergência midiática é apropriada pelo regime distópico como estratégia de fidelização e de reforço das estruturas de dominação.
Submissão: 07 mar. 2026 ⊶ Aceite: 16 mai. 2026
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