Ato apócrifo
O último dos copistas, de Marcílio França Castro
DOI:
https://doi.org/10.51951/ti.v16i36.p55-65Palavras-chave:
Ficção. Imagem. Imaginação.Resumo
Na recepção mais imediata de O último dos copistas (2024), de Marcílio França Castro, uma gralha não proposital é Interpretada como proposital à medida que o leitor se contamina com uma narrativa sobre leitura, reprodução e tipografia. O efeito é fruto de um procedimento de “ficção de segunda mão”, por meio do qual manuscritos de narradores distintos são unificados com a mediação de um sujeito ficcional ou empírico – neste caso, o autor, que, na montagem da obra, conta menos com ideais de objetividade que com recursos imaginativos. Este artigo examina, pois, o romance de Castro, a fim de refletir a respeito de traços apócrifos que se diluem ao longo da obra, assim como a respeito dos diálogos e das figuras utópicas, que são expressões extraídas do trabalho crítico de Ricardo Piglia (1994, 2006b).
Submissão: 01 mar. 2026 ⊶ Aceite: 03 jun. 2026
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