Política de identidade e equidade de gênero

A Revista ConCI reafirma seu compromisso com a ética editorial, a integridade científica, a diversidade, a equidade e a inclusão, adotando uma política explícita de atenção às questões de sexo, gênero e identidade de gênero na produção, avaliação e comunicação do conhecimento científico. Esta política está fundamentada nas Diretrizes de Equidade de Sexo e Gênero na Pesquisa (SAGER), amplamente reconhecidas internacionalmente como referência para boas práticas editoriais.

A Revista ConCI adota a distinção conceitual entre sexo e gênero, compreendendo o sexo como um conjunto de atributos biológicos e o gênero como uma construção social que envolve papéis, identidades, comportamentos e relações de poder. Reconhece-se que o gênero não é binário, mas constitui um espectro de identidades e expressões, incluindo pessoas cisgênero, transgênero e de gênero diverso.

A negligência das dimensões de sexo e gênero na pesquisa e na comunicação científica pode comprometer a qualidade, a validade, a generalização e a aplicabilidade dos resultados. Evidências apresentadas pelas diretrizes SAGER demonstram que a ausência dessa abordagem contribui para vieses científicos, desigualdades epistêmicas e limitações interpretativas, afetando diferentes áreas do conhecimento.

A Revista ConCI incentiva que autores(as):
• utilizem de forma precisa e consistente os termos “sexo”, “gênero” e “identidade de gênero”, evitando confusões conceituais;
• considerem, sempre que pertinente, as dimensões de sexo e gênero no delineamento da pesquisa, na análise dos dados e na interpretação dos resultados;
• apresentem dados desagregados por sexo e/ou gênero, quando aplicável, ou justifiquem explicitamente a impossibilidade ou irrelevância dessa análise;
• reconheçam e discutam, na seção de limitações, a ausência de análises de sexo e gênero quando estas forem relevantes para o objeto de estudo.

A Revista ConCI respeita a diversidade de identidades de gênero e incentiva o uso de linguagem inclusiva e não discriminatória nos manuscritos. A forma como participantes, grupos sociais ou sujeitos de pesquisa são nomeados deve respeitar a autoidentificação e evitar estigmatizações ou estereótipos de gênero, em consonância com princípios éticos e científicos.

Por fim, editores(as) e pareceristas são incentivados(as) a considerar se as dimensões de sexo, gênero e identidade de gênero são relevantes para o tema do manuscrito avaliado, verificando se essas questões foram adequadamente abordadas ou justificadas pelos(as) autores(as). Essa análise integra o compromisso da revista com a qualidade, a transparência e a equidade no processo editorial.