Educação a distância: análise da satisfação na perspectiva do discente

Autores

DOI:

https://doi.org/10.29276/redapeci.2025.25.122217.66-81

Resumo

Este estudo investigou a satisfação dos discentes e sua relação com a qualidade dos cursos superiores a distância (EaD) em uma universidade pública. A pesquisa utilizou abordagem quantitativa com estatística descritiva, análise de variância e Teste do Qui-quadrado. Foram aplicadas surveys a 1.162 discentes, com 337 respostas válidas. Os resultados indicaram predominância feminina (74,5%), maioria ocupados (91,9%) e com idades entre 30 e 49 anos (69,7%). Os cursos de licenciatura foram os mais procurados (63,2%). As médias de satisfação geral e nas dimensões de qualidade (professores, tutores, ambiente virtual, polos de apoio, materiais didáticos, serviços das coordenações, benefícios da EaD, autorregulação discente) foram superiores a 4,0, exceto em feedback dos professores e encontros presenciais. A análise de variância revelou diferenças estatisticamente significativas (p<0,05) entre as dimensões de qualidade e a satisfação. Entretanto, o Qui-quadrado não indicou associações relevantes entre satisfação e variáveis sociodemográficas, sugerindo independência em relação a idade, sexo e grupo étnico. O estudo conclui que a investigação de variáveis adicionais é crucial para embasar decisões e aprimorar os cursos EaD, especialmente em aspectos críticos como feedback docente e interações presenciais, promovendo maior qualidade e alinhamento às expectativas dos discentes.

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Biografia do Autor

Roberta Souza Santos, Universidade Federal de Santa Maria

Mestre em Gestão de Organizações Públicas, Técnica-administrativa na Universidade Federal de Santa Maria (UFSM).

Kelmara Mendes Vieira, Universidade Federal de Santa Maria

Doutora em Administração, Professora e Coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Administração Pública da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM).

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Publicado

2025-04-01