Colonialidade do saber e colonialismo digital pedagogias decoloniais para a democracia cognitivo-digital na educação contemporânea
DOI:
https://doi.org/10.29276/redapeci.2026.26.224764.34-46Resumo
Este artigo desenvolve uma reflexão teórico-crítica sobre as relações entre tecnologia, educação e produção do conhecimento no contexto do capitalismo digital contemporâneo, a partir de perspectivas decoloniais e epistemologias críticas. Ancorado no pensamento do grupo Modernidade/Colonialidade, em pedagogias contra-hegemônicas e em abordagens críticas da tecnologia, o texto problematiza a suposta neutralidade das tecnologias digitais, das plataformas educacionais e dos sistemas de inteligência artificial, compreendendo-os como dispositivos sociotécnicos atravessados pela colonialidade do poder, do saber e do ser. Argumenta-se que os discursos de inovação, inclusão digital e progresso tecnológico tendem a atualizar e aprofundar desigualdades epistêmicas, culturais, raciais e ambientais, configurando formas contemporâneas de colonialismo digital. Em contraposição, o artigo propõe o entrelaçamento de três pedagogias decoloniais a pedagogia decolonial, a pedagogia das encruzilhadas e a pedagogia hacker como caminhos possíveis para a construção de uma democracia cognitivo-digital. Conclui-se que a incorporação crítica da tecnologia na educação exige deslocamentos epistemológicos profundos, capazes de articular justiça cognitiva, social, ambiental e digital, em favor de projetos educativos comprometidos com a pluralidade epistêmica e a transformação social.Downloads
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Publicado
2026-07-31
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Seção
Artigos Gerais
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