UM PADRE À MARGEM DA HISTÓRIA: A TRAJETÓRIA DO PADRE FELISMINO DA COSTA FONTES
Resumo
Esta comunicação tem como objetivo analisar os últimos momentos do paroquiato do Padre Felismino da Costa Fontes na vila de São Paulo (atual Frei Paulo, Sergipe), bem como permite falar da diversidade da identidade de ser padre no Brasil, especificamente em Sergipe, no final do século XIX. Percebemos a sua trajetória citada apenas num livro do memorialista João de Santa. Para este trabalho, baseamo-nos nessa publicação e numa carta que o referido padre enviou ao Vigário Geral de Sergipe em 1890. Seguimos a metodologia do Paradigma Indiciário de Carlo Ginzburg, por agirmos numa atitude indutiva, movida por acontecimentos singulares, à margem dos “grandes acontecimentos históricos”. Durante o tempo em que permaneceu em Frei Paulo, Pe. Felismino foi classificado por uns como profeta e por outros como louco. Se autoproclamou profeta e detentor de revelações com consequentes provas, embasadas em citações de São Bernardo, do profeta Daniel e de textos bíblicos. Numa perspectiva escatológica e apocalíptica, pregava a iminência do “Juízo Universal”. Traçou uma analogia de sua “perseguição” com a história de João Batista, sustentada na ideia de que da mesma forma como este fora o precursor da primeira vinda de Jesus Cristo, ele, Felismino, seria o pregador da segunda vinda. Suas prédicas provocaram uma tensão com o Vigário Geral de Sergipe. Alguns “incrédulos” em Frei Paulo resolveram tirá-lo à força da localidade. Antes, porém, sua família prevendo a gravidade do que poderia acontecer, resolveu conduzi-lo em segurança. Findou assim, a atuação religiosa de um “profeta” ou de um “louco” no interior sergipano.Downloads
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Como Citar
ALMEIDA, João Hélio de. UM PADRE À MARGEM DA HISTÓRIA: A TRAJETÓRIA DO PADRE FELISMINO DA COSTA FONTES. Revista Fórum Identidades, Itabaiana-SE, 2013. Disponível em: https://periodicos.ufs.br/forumidentidades/article/view/1737. Acesso em: 19 abr. 2026.
Edição
Seção
DOSSIÊ: EDUCAÇÃO E IDENTIDADES
















