GLOBALIZAÇÃO E SABER INDÍGENA: NA “GEOGRAFIA DO SAGRADO” A POSSIBILIDADE DE CONSTRUÇÃO DE UMA IDENTIDADE ÉTNICA

Autores

  • José Valdir Jesus de Santana

Resumo

Este artigo pretende contribuir com as reflexões atuais sobre globalização e construção de identidade, a partir da elaboração dos saberes nas comunidades indígenas, tendo como referência, sobretudo, o povo indígena Kiriri. Procuramos demonstrar de que modo, no contexto contemporâneo, em que muitos discursos pregam a homogeneidade cultural e “crises identitárias”, como as identidades étnicas, nas comunidades indígenas, são reconstruídas a partir de um saber que ganha sentido nas práticas comunitárias e no relacionamento com a mãe-terra, “espaço concreto”, “geografia sagrada”. A idéia de “geografia sagrada” neste trabalho é pensada a partir da experiência religiosa e, sobretudo no chamado “Complexo Ritual da Jurema”, típico dos povos indígenas do Nordeste Brasileiro, que traduzido nas práticas ritualísticas de cada povo, constitui-se num marcador importante de identidade étnica dessas etnias frente os denominados não-índios.

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Como Citar

DE SANTANA, José Valdir Jesus. GLOBALIZAÇÃO E SABER INDÍGENA: NA “GEOGRAFIA DO SAGRADO” A POSSIBILIDADE DE CONSTRUÇÃO DE UMA IDENTIDADE ÉTNICA. Revista Fórum Identidades, Itabaiana-SE, 2014. Disponível em: https://periodicos.ufs.br/forumidentidades/article/view/5496. Acesso em: 18 maio. 2026.

Edição

Seção

Dossiê: Culturas e Diferenças