SER-NO-MUNDO: DESVELAR POÉTICO N’O LIVRO DAS IGNORÃÇAS
Resumo
O atual artigo pretende interpretar o livro de poesias intitulado Livro das Ignorãças, de Manoel de Barros. Para tal, valer-nos-emos do complexo conceito de Ser-no-mundo, conforme proposto pelo filósofo alemão, Martin Heidegger. A partir da discussão sobre o que é o mundo à volta do ser – até que ponto é o que ele vê e até que ponto é um construto eternamente “em construção” simbionticamente atrelado ao sujeito –, a desconcertante poesia analisada revelará a beleza do não dito, ressignificando até mesmo o que há de mais próximo a nós em nosso cotidiano. Pretensamente, este artigo tentará apontar que a matéria-prima da poesia de Manoel de Barros é o thauma: o espanto que toma conta do leitor da mesma, desde o título do livro em que está inserida, brincando com seus conceitos.















