Anúncios

O Conselho Editorial da Interdisciplinar: Revista de Estudos de Língua e Literatura está com chamada aberta para  o dossiê do volume 45 - (Volume especial em comemoração aos 20 anos de Revista Interdisciplinar)

Dossiê: Rios em (dis)cursos, margens em linguagens: travessias e atravessamentos na produção poética de mulheres

Organizadoras> Profa. Dra. Adriana de Fátima Alexandrino Lima Barbosa, da Universidade de Brasília e do GT A mulher na literatura/ANPOLL, e Anélia Montechiari Pietrani, da Universidade Federal do Rio de Janeiro e do GT A mulher na literatura/ANPOLL. 

Ementa: Considerando a intensa reconstrução de referências que o conhecimento, a crítica e a literatura de autoria indígena e negra têm provocado nos estudos literários, convidamos para compor esse dossiê trabalhos de pesquisa que reflitam sobre as consequências e a potência de conceitos literários e políticos desenvolvidos pela crítica negra e indígena na dimensão histórica e atual da e sobre a autoria poética de mulheres. Também aguardamos trabalhos de pesquisa que levem em consideração as diferenças entre as perspectivas teórico-críticas tradicionais de base anglo-europeias e as noções teóricas que o pensamento negro e/ou indígena gera; a escrevivência (Conceição Evaristo) como teoria da expressão do sujeito-mulher-negra e a definição e os limites da descolonização frente às reparações históricas coletivas e individuais como horizonte imaginário de um futuro possível. Nas vias da crítica de autoria branca e antirracista, serão aceitos trabalhos que tematizam a racialização e o privilégio branco e ou que invistam na leitura da poesia de mulheres. O esforço para enfrentar essa problemática também está em resgatar e examinar os escritos de mulheres tradicionalmente relegados, ou totalmente omitidos, da historiografia literária brasileira. A matéria exige ler a vasta produção poética que, de alguma forma, responda ou ponha em tensão essa discussão, ao mesmo tempo que demanda investigar a história da produção, publicação e recepção literária; a história dos papéis de gênero nas esferas política, social e literária. Nossa intenção é discutir como a produção de autoria de mulheres das fronteiras e nas margens quebra os círculos viciosos das hierarquizações nas recriações de mundos: alteridades em movimento, falácias da unidade, saberes do/em processo, parcialidades de universalidades, possibilidades de (des)encontro, desierarquização de gêneros, acentricidades, multilinguismo, cruzamento de fronteiras linguísticas, travessias interculturais, dinamicidades entre oralidade e escrita, oralitura, preservação da biodiversidade, paisagens ecológicas, ecopoesia, ecologia da palavra, ecologia linguística. Finalmente, o convite é o de pensar com a linguagem poética e observar como ela lida com essas questões sob o viés crítico feminista contra as colonialidades da mente, do gênero, da língua, do espaço, do saber e, mesmo, da própria história e crítica literárias. Para isso, serão bem-vindas análises de poemas isolados e/ou de obras completas de diferentes gêneros poéticos (poemas líricos, épicos, curtos, longos, prosa poética, poema em prosa), escritas em uma única língua ou multilíngues, produzidas individual ou coletivamente, com abordagem comparativa (interlínguas, interartes, interautoras, intermídias) ou não.

Só serão avaliados textos cadastrados em nossa plataforma:

https://www.seer.ufs.br/index.php/interdisciplinar/about/submissions

Obs: O/a autor/a precisa fazer o cadastro no site da revista e, logo após, submeter o texto para ser avaliado seguindo as normas da revista. Essa primeira versão não tem identificação. Apenas após o aceite é que o/a autor/a deverá colocar seus dados.

Cronograma: 

Prazo para recebimento dos artigos: até 30/12/2025

Avaliação dos textos entre janeiro e março de 2026

Previsão de publicação: abril de 2026.

 

Estamos organizandos os dossiês e seção livre do  do volume 44 

Prorrogado até 30/10/2025

O Conselho Editorial da Interdisciplinar: Revista de Estudos de Língua e Literatura abre chamada para o volume 44 intitulado “Construções do cânone literário nas literaturas de língua francesa e portuguesa”

Organizadores pelos professores Valter Cesar Pinheiro, da Universidade Federal de Sergipe, e Mirella do Carmo Botaro, da Sorbonne Université.

Em seu ensaio Por que ler os clássicos (1991), Italo Calvino define o clássico como “um livro que nunca terminou de dizer aquilo que tinha para dizer”. Devemos entender, a partir dessa premissa, que uma obra se torna um clássico por sua capacidade de suscitar novas leituras por novos leitores, de uma geração a outra, de uma sociedade a outra? Como podemos explicar o fato de que textos literários inscritos em uma época e em um lugar determinados provoquem uma infinidade de discursos críticos que não se esgotam? Quais critérios permitem “canonizar” uma obra, tornando-a assim um clássico a ser traduzido repetidas vezes?

A sociologia da literatura já tentou fornecer uma resposta política e econômica a essas perguntas, notadamente no campo da circulação de obras entre diversos sistemas literários, descrevendo os mecanismos de produção das estruturas de poder e o impacto de um “centro” sobre as literaturas de áreas consideradas dominadas. Sem ignorar essas relações de poder, mas sem fazer delas a única ferramenta de análise, este dossiê tem por objeto o cânone em relação aos efeitos que ele produz no âmbito dos sistemas literários em língua francesa e portuguesa. Se o “clássico” diz coisas que a sociologia dos bens simbólicos não é capaz de supor, ele o diz através das leituras inéditas – e, de certa forma, imprevistas. No ano em que se celebram os 200 anos da relação entre o Brasil e a França, marcada por uma série de eventos que compõem a Saison Croisée France-Brésil 2025 – dentre os quais o seminário intitulado “Ce que la traduction dit du canon littéraire pour l’aire lusophone”, realizado na Sorbonne Université em abril deste ano sob a direção dos organizadores desse dossiê –, a revista Interdisciplinar propõe-se a pensar o cânone literário nas literaturas em línguas portuguesa e francesa, seja nas relações entre elas, seja no interior de cada sistema literário.

Como têm sido editados – e recepcionados por leitores e críticos – autores como Machado de Assis, Guimarães Rosa, Clarice Lispector e Nelson Rodrigues na França? Qual o sentido – e os desafios – de retraduzir escritores canônicos como Rimbaud e Baudelaire no Brasil, hoje? Por que reeditar Brás, Bexiga e Barra Funda, de Alcântara Machado, no Brasil, com as notas da tradução francesa? O que representa, para a formação de novos leitores e para os estudos acadêmicos mais recentes, a mudança no critério de escolha das obras literárias de leitura obrigatória em vestibulares de grandes universidades brasileiras e no baccalauréat francês?  A fim de refletir sobre questões como essas, que colocam os leitores do original e da tradução de obras francesas e brasileiras no centro de nossa discussão, esse dossiê acolherá trabalhos que tratem do cânone literário francófono e lusófono, em artigos individuais ou escritos em coautoria, em português, inglês, francês e espanhol.

 

Indicações

AGAMBEN, Giorgio. Profanações. São Paulo: Boitempo, 2007.

ARAÚJO, Daniel Teixeira de Costa. O cânone literário em perspectiva: o caráter político em detrimento do estético. Via Litterae – Revista de Linguística e Teoria Literária. Anápolis, v. 3, n. 2, p. 415-434, jul./dez. 2011.

BLOOM, Harold. O cânone ocidental: os livros e a escola do tempo. Rio de Janeiro: Objetiva, 2010.

CAIRO, Luiz Roberto Veloso. Memória cultural e construção do cânone literário Brasileiro. Scripta, Belo Horizonte, v. 4, n. 8, p. 32-44, 2001.

CALVINO, Italo. Por que ler os clássicos. São Paulo: Companhia das Letras, 2007.

COUTINHO, E. Literatura comparada, literaturas nacionais e o questionamento do cânone. Revista Brasileira de Literatura Comparada. Rio de Janeiro, n. 3, p. 37-73, 1996.

DUARTE, João Ferreira. A Lição do cânone: uma autorreflexão dos estudos literários. Lisboa: Colibri/CEAUL, 2006.

PERRONE-MOISÉS, Leyla. Mutações da literatura no século XXI. São Paulo: Companhia das Letras, 2016.

SCRAMIM, S. Cânone e liberdade. Revista Brasileira de Literatura Comparada. Belo Horizonte, n. 6, p. 239-250, 2002.

SULLÀ, Enric (Org.). El canon literario. Madrid: Arco/Libros, 1998.

Cadastrar o texto pela plataforma:

https://www.seer.ufs.br/index.php/interdisciplinar/about/submissions

Obs: O/a autor/a precisa fazer o cadastro no site da revista e, logo após, submeter o texto para ser avaliado seguindo as normas da revista. Sem identificação.

Previsão de publicação: dezembro 2025

  • Chamada aberta para vol 45: Rios em (dis)cursos, margens em linguagens: travessias e atravessamentos na produção poética de mulheres

    2025-10-20

    O Conselho Editorial da Interdisciplinar: Revista de Estudos de Língua e Literatura está com chamada aberta para  o dossiê do volume 45 - (Volume especial em comemoração aos 20 anos de Revista Interdisciplinar)

    Dossiê: Rios em (dis)cursos, margens em linguagens: travessias e atravessamentos na produção poética de mulheres

    Organizadoras> Profa. Dra. Adriana de Fátima Alexandrino Lima Barbosa, da Universidade de Brasília e do GT A mulher na literatura/ANPOLL, e Anélia Montechiari Pietrani, da Universidade Federal do Rio de Janeiro e do GT A mulher na literatura/ANPOLL. 

    Ementa: Considerando a intensa reconstrução de referências que o conhecimento, a crítica e a literatura de autoria indígena e negra têm provocado nos estudos literários, convidamos para compor esse dossiê trabalhos de pesquisa que reflitam sobre as consequências e a potência de conceitos literários e políticos desenvolvidos pela crítica negra e indígena na dimensão histórica e atual da e sobre a autoria poética de mulheres. Também aguardamos trabalhos de pesquisa que levem em consideração as diferenças entre as perspectivas teórico-críticas tradicionais de base anglo-europeias e as noções teóricas que o pensamento negro e/ou indígena gera; a escrevivência (Conceição Evaristo) como teoria da expressão do sujeito-mulher-negra e a definição e os limites da descolonização frente às reparações históricas coletivas e individuais como horizonte imaginário de um futuro possível. Nas vias da crítica de autoria branca e antirracista, serão aceitos trabalhos que tematizam a racialização e o privilégio branco e ou que invistam na leitura da poesia de mulheres. O esforço para enfrentar essa problemática também está em resgatar e examinar os escritos de mulheres tradicionalmente relegados, ou totalmente omitidos, da historiografia literária brasileira. A matéria exige ler a vasta produção poética que, de alguma forma, responda ou ponha em tensão essa discussão, ao mesmo tempo que demanda investigar a história da produção, publicação e recepção literária; a história dos papéis de gênero nas esferas política, social e literária. Nossa intenção é discutir como a produção de autoria de mulheres das fronteiras e nas margens quebra os círculos viciosos das hierarquizações nas recriações de mundos: alteridades em movimento, falácias da unidade, saberes do/em processo, parcialidades de universalidades, possibilidades de (des)encontro, desierarquização de gêneros, acentricidades, multilinguismo, cruzamento de fronteiras linguísticas, travessias interculturais, dinamicidades entre oralidade e escrita, oralitura, preservação da biodiversidade, paisagens ecológicas, ecopoesia, ecologia da palavra, ecologia linguística. Finalmente, o convite é o de pensar com a linguagem poética e observar como ela lida com essas questões sob o viés crítico feminista contra as colonialidades da mente, do gênero, da língua, do espaço, do saber e, mesmo, da própria história e crítica literárias. Para isso, serão bem-vindas análises de poemas isolados e/ou de obras completas de diferentes gêneros poéticos (poemas líricos, épicos, curtos, longos, prosa poética, poema em prosa), escritas em uma única língua ou multilíngues, produzidas individual ou coletivamente, com abordagem comparativa (interlínguas, interartes, interautoras, intermídias) ou não.

    Só serão avaliados textos cadastrados em nossa plataforma:

    https://www.seer.ufs.br/index.php/interdisciplinar/about/submissions

    Obs: O/a autor/a precisa fazer o cadastro no site da revista e, logo após, submeter o texto para ser avaliado seguindo as normas da revista. Essa primeira versão não tem identificação. Apenas após o aceite é que o/a autor/a deverá colocar seus dados.

    Cronograma: 

    Prazo para recebimento dos artigos: até 30/12/2025

    Avaliação dos textos entre janeiro e março de 2026

    Previsão de publicação: abril de 2026.

    Saiba mais sobre Chamada aberta para vol 45: Rios em (dis)cursos, margens em linguagens: travessias e atravessamentos na produção poética de mulheres
  • chamada vol 44: Construções do cânone literário nas literaturas de língua francesa e portuguesa

    2025-06-30

    Estamos organizandos os dossiês e seção livre do  do volume 44 

    Dossiê: Construções do cânone literário nas literaturas de língua francesa e portuguesa

    Organizadores: Profa. Dra. Mirella do Carmo Botaro (Sorbonne Université) e Prof. Dr. Valter Cesar Pinheiro (UFS)

    Prazo para submissão de 01/08 a 30/10/2025 (prorrogado)

    O Conselho Editorial da Interdisciplinar: Revista de Estudos de Língua e Literatura abre chamada para o volume 44 intitulado “Construções do cânone literário nas literaturas de língua francesa e portuguesa”, organizado pelos professores Valter Cesar Pinheiro, da Universidade Federal de Sergipe, e Mirella do Carmo Botaro, da Sorbonne Université.

    Em seu ensaio Por que ler os clássicos (1991), Italo Calvino define o clássico como “um livro que nunca terminou de dizer aquilo que tinha para dizer”. Devemos entender, a partir dessa premissa, que uma obra se torna um clássico por sua capacidade de suscitar novas leituras por novos leitores, de uma geração a outra, de uma sociedade a outra? Como podemos explicar o fato de que textos literários inscritos em uma época e em um lugar determinados provoquem uma infinidade de discursos críticos que não se esgotam? Quais critérios permitem “canonizar” uma obra, tornando-a assim um clássico a ser traduzido repetidas vezes?

    A sociologia da literatura já tentou fornecer uma resposta política e econômica a essas perguntas, notadamente no campo da circulação de obras entre diversos sistemas literários, descrevendo os mecanismos de produção das estruturas de poder e o impacto de um “centro” sobre as literaturas de áreas consideradas dominadas. Sem ignorar essas relações de poder, mas sem fazer delas a única ferramenta de análise, este dossiê tem por objeto o cânone em relação aos efeitos que ele produz no âmbito dos sistemas literários em língua francesa e portuguesa. Se o “clássico” diz coisas que a sociologia dos bens simbólicos não é capaz de supor, ele o diz através das leituras inéditas – e, de certa forma, imprevistas. No ano em que se celebram os 200 anos da relação entre o Brasil e a França, marcada por uma série de eventos que compõem a Saison Croisée France-Brésil 2025 – dentre os quais o seminário intitulado “Ce que la traduction dit du canon littéraire pour l’aire lusophone”, realizado na Sorbonne Université em abril deste ano sob a direção dos organizadores desse dossiê –, a revista Interdisciplinar propõe-se a pensar o cânone literário nas literaturas em línguas portuguesa e francesa, seja nas relações entre elas, seja no interior de cada sistema literário.

    Como têm sido editados – e recepcionados por leitores e críticos – autores como Machado de Assis, Guimarães Rosa, Clarice Lispector e Nelson Rodrigues na França? Qual o sentido – e os desafios – de retraduzir escritores canônicos como Rimbaud e Baudelaire no Brasil, hoje? Por que reeditar Brás, Bexiga e Barra Funda, de Alcântara Machado, no Brasil, com as notas da tradução francesa? O que representa, para a formação de novos leitores e para os estudos acadêmicos mais recentes, a mudança no critério de escolha das obras literárias de leitura obrigatória em vestibulares de grandes universidades brasileiras e no baccalauréat francês?  A fim de refletir sobre questões como essas, que colocam os leitores do original e da tradução de obras francesas e brasileiras no centro de nossa discussão, esse dossiê acolherá trabalhos que tratem do cânone literário francófono e lusófono, em artigos individuais ou escritos em coautoria, em português, inglês, francês e espanhol.

     

     

    Saiba mais sobre chamada vol 44: Construções do cânone literário nas literaturas de língua francesa e portuguesa