A MULHER NA FILOSOFIA

Autores

  • Maria Luiza Heine UNIT

Resumo

De modo geral, mesmo entre estudantes ou amantes da Filosofia, não se consegue enxergar destaque de muitas mulheres que sobressaiam ou sobressaíram na prática e no estudo da Filosofia. Ao receber o convite para falar sobre “Filosofia e Ética”, objeto de estudo na minha prática filosófica como professora, “ou de alguma filósofa, ou do espaço da mulher na filosofia”, compreendi que se tratava da construção de algo novo, dentro da minha prática profissional de 40 anos de formada e mesmo do que venho trabalhando desde 2005, quando iniciei minha atividade com a disciplina Ética Profissional em cursos universitários. E pus-me a pensar sobre o assunto, a pesquisar e fazer leituras. Na pesquisa encontrei o livro Filósofas – A presença das mulheres na filosofia, coletânea organizada por Juliana Pacheco, professora de filosofia como eu, da rede privada, e formada pela PUC RS, publicado pela Editora Fi. A autora começa o livro na Grécia pré-socrática com um artigo de Odi Alexander Rocha da Silva, Safo de Lesbos: a experiência filosófica na poesia, e termina com um artigo sobre Judith Butler, passando por 19 artigos escritos sobre mulheres que se destacaram na filosofia ao longo da história da humanidade. Decidi então que iniciaria minha fala abordando a questão da mulher na filosofia, e terminaria falando sobre uma filósofa que tenho grande apreço e utilizo na minha prática, Hanna Arendt, que aborda questões éticas do nosso tempo. Arendt apresenta sua visão ética em dois momentos: inicialmente nas obras escritas à época de a Condição Humana (1958); posteriormente modifica sua abordagem a partir da publicação do livro Eichman em Jerusalém (1963). Sua maior preocupação filosófica estava em compreender o seu tempo, salientando-se que a experiência vivida em seu pensamento constitui-se no alicerce a partir do qual se ergue seu constructo teórico.

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Publicado

2019-07-01