A DESNATURALIZAÇÃO DO SEXO EM JUDITH BUTLER
Resumo
O presente trabalho pretende expor a noção de que o sexo não é algo “natural”, mas “naturalizado” desenvolvida principalmente a partir das contribuições de Judith Butler em suas obras Corpos que importam: Os limites discursivos do sexo (2019) e Problemas de gênero: Feminismo e subversão da identidade. Ao refletir sobre as categorias de “gênero” e “sexo”, a autora questiona a forma como a heteronormatividade se insere nos mecanismos de produção das relações sociais, gerando uma fixidez dos corpos compreendida como “sexo biológico”. Butler sugere problematizações baseadas, por exemplo, na crítica à política do feminismo contemporâneo e na investigação da linguagem como meio precursor da noção materializada de que o sexo é natural. Ou seja, busco trazer à tona, de forma breve, o percurso pelo qual a autora estadunidense promove a desconstrução dos elementos ontológicos que presumem uma naturalidade do sexo/gênero, destacados em suas obras. Ressalto que, sem propor uma filosofia idêntica à já discutida por Judith Butler, investigo, sobretudo a partir de sua leitura, como o sexo, mediante práticas performativas e reiterativas, se tornou um ideal regulatório que materializa os corpos, considerando, por sua vez, seu caráter indubitavelmente discursivo.
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