EMBRIAGUEZ E INSURGÊNCIA: NIETZSCHE, BOAL E A ESTÉTICA DA RESISTÊNCIA
Resumen
Este artigo estabelece um diálogo crítico entre a filosofia trágica de Friedrich Nietzsche e o Teatro do oprimido de Augusto Boal, partindo da hipótese de que ambos, em contextos distintos, formulam formas insurgentes de resistência estética à racionalidade hegemônica ocidental. Em O nascimento da tragédia, Nietzsche diagnostica a derrocada da arte dionisíaca diante do triunfo da razão socrática, propondo a reabilitação da embriaguez, do corpo e da ilusão como vias afirmativas de enfrentamento ao sofrimento e ao niilismo moderno. Séculos depois, Boal concebe um teatro que rompe com a passividade do espectador, instaurando o “espect-ator” como sujeito ativo na criação de mundos possíveis. Em plano transversal, a presença de Shakespeare — sobretudo em Hamlet, lido por Nietzsche e reencenado criticamente por Boal — atua como elo simbólico entre o coro dionisíaco e a cena insurgente, evidenciando a persistência do trágico na modernidade. Ao aproximar esses universos, o estudo investiga a constituição de uma estética da resistência que, em vez de buscar conciliação ou redenção, reinscreve o conflito, a dor e o gesto como forças criadoras. Analisa-se, assim, como embriaguez e insurgência, em acepções distintas, operam como núcleos ético-estéticos capazes de devolver à arte sua potência originária de transfiguração simbólica e de transformação do sensível.
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