HEGEL E O BELO ARTÍSTICO COMO MANIFESTAÇÃO DA LIBERDADE NA PINTURA DA MODERNIDADE

Autores

  • Teodora Munerato Universidade Federal de Sergipe/ PPGF

Resumo

O presente artigo tem como objetivo analisar a manifestação da liberdade na arte a partir da filosofia de G. W. F. Hegel, tomando como base a Filosofia da História e os Cursos de Estética, especialmente o volume I. Inicialmente, realiza-se uma caracterização da Antiguidade grega, compreendida como um momento em que a liberdade do espírito se expressa de forma sensível por meio da arte, em estreita relação com a natureza e a vida de um povo. Em seguida, discute-se a transição para a modernidade, marcada pelo desprendimento da arte em relação à Igreja e pela afirmação do espírito livre. Nesse contexto, a pintura holandesa destaca-se como um exemplo privilegiado da liberdade artística moderna, na qual temas cotidianos tornam-se objeto de contemplação estética. A partir da filosofia da história hegeliana, observa-se que essa forma artística representa uma reconfiguração da liberdade do espírito, agora consciente de si e de sua autonomia. Para aprofundar essa análise, recorre-se também às contribuições de Jacques Rancière e Ernst Gombrich, que auxiliam na compreensão da relação entre a pintura holandesa e o conceito hegeliano de liberdade artística.

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Publicado

2026-07-23