FUTEBOL E AS TORCIDAS ORGANIZADAS: A LIBERDADE DO INDIVÍDUO MODERNO

Autores/as

  • Rafael de Moraes Baldrighi Departamento de Relações Internacionais do Campus São Cristóvão da Universidade Federal de Sergipe

Resumen

            Após o período medieval, a história ocidental passa pelo Iluminismo. Neste período de caráter mais liberal e racionalista, no pensamento de Kant, o homem sai da sua menoridade, da orientação de outrem. Assim, com a iluminação pela ciência e os adventos do pensamento racional, o homem encontra-se livre. Para Marx liberdade trataria sobre como desvincular-se de autoridades e compulsões, além de entendida como o pleno desenvolvimento das habilidades e capacidades individuais – razão e ciência. Entretanto, Fromm salienta que a liberdade trazida para o indivíduo pela modernidade pode ser percebida negativamente, levando o homem a buscar mecanismos de fuga. Esses mecanismos, para Freud, apresentam-se como a ideia de nação, uma religião ou uma ideologia, nos quais o indivíduo foge de sua solidão e insignificância esmagadoras. O presente ensaio analisará o futebol como um mecanismo de fuga, no qual o indivíduo escolhe um time, o apoia, idolatra e sente-se confortável e parte de algo maior, dentro da coletividade que as torcidas representam para o indivíduo isolado. Este fenômeno, porém, pode ser percebido como radicalizado nos confrontos violentos entre torcidas organizadas, humilhação do adversário e culto à força física, o que, no Brasil, é uma realidade.

Palavras-Chave: Futebol; Torcidas Organizadas; Modernidade; Liberdade; Indivíduo.

 

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Publicado

2018-01-15

Número

Sección

Artigos e Investigações Originais