CAUSAS DE MORTE ENCEFÁLICA EM UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA: REVISÃO DE ESCOPO

Causes of brain death in the intensive care unit: scope review

Authors

Keywords:

morte encefalica, etilogia, Unidade de terapia intensiva

Abstract

Introduction: Brain death (BD) is the irreversible loss of brain function, representing the impossibility of sustaining life. In intensive care units (ICUs), the main causes of BD are of neurological origin, highlighting the need for continuous monitoring, ventilatory support, and specialized multidisciplinary care. Objective: Identify the main causes of BD in adult patients in intensive care units. Materials: This scoping review, registered at https://doi.org/10.17605/OSF.IO/JXN9Ga, followed the recommendations of the Joanna Briggs Institute (JBI) and the PRISMA-ScR guidelines. It included academic studies involving adult patients diagnosed with BD in the ICU context, available in PubMed, SCOPUS, Web of Science, and CINAHL databases. Two independent reviewers selected the studies and extracted the data using JBI tools. The main variables considered were causes, demographic data, and diagnostic tools, analyzed through content analysis. Results: Seven articles were included, encompassing the analysis of more than 6,000 patients, most of them male, with a predominant age above 38 years. The main causes of brain death were cerebral hemorrhages. Diagnosis was assessed using the Glasgow Coma Scale, followed by complementary examinations such as transcranial Doppler, CT angiography, or EEG. The mean hospital stay until BD confirmation was five days. Conclusions: The main causes of BD in ICUs were hemorrhagic in etiology, followed by traumatic brain injury and ischemic causes.

Keywords: Brain Death; Etiology; Intensive Care Units.

Downloads

Download data is not yet available.

Author Biographies

Paloma Keisy da Silva Almeida, Universidade Federal de Sergipe

-

José Lucas dos Santos, Universidade Federal de Sergipe

-

Fernanda Gomes de Magalhães Soares Pinheiro, Universidade Federal de Sergipe

-

References

1. Magalhães JV, Veras KN, Mendes CM de M. Avaliação do conhecimento de médicos intensivistas de Teresina sobre morte encefálica. Revista Bioética [Internet]. 2016 Jan;24(1):156–64. Disponível em: https://doi.org/10.1590/1983-80422016241117

2. Secretaria de Estado da Saúde do Paraná, Sistema Estadual de Transplantes. Manual para notificação, diagnóstico de morte encefálica e manutenção do potencial doador de órgãos e tecidos. 4ª ed. Curitiba: SESA/DGS/CET; 2023. 68 p. Disponível em: https://www.saude.pr.gov.br/sites/default/arquivos_restritos/files/documento/2023-05/manual_de_morte_encefalica_cet-pr-2023.pdf

3. Conselho Federal de Medicina. Resolução CFM nº 2.173, de 23 de novembro de 2017. Define os critérios do diagnóstico de morte encefálica. Brasília (DF): CFM; 2017. Disponível em: https://sistemas.cfm.org.br/normas/visualizar/resolucoes/BR/2017/2173

4. Sansoni TM. Perfil dos pacientes diagnosticados em morte encefálica nas unidades de Terapia Intensiva da Universidade Estadual de Campinas/UNICAMP: análise de 7 anos (2010-2017) [tese]. São Paulo: Universidade Estadual de Campinas; 2021.

5. Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO). Registro Brasileiro de Transplantes. Dimensionamento dos transplantes no Brasil e em cada estado (2016-2023). Registro Brasileiro de Transplantes. 2023;23(4):104.

6. Greer DM, Shemie SD, Lewis A, Torrents A, Varelas P, Baldisseri M, et al. Pediatric and adult brain death/death by neurologic criteria consensus guideline: report of the AAN Guidelines Subcommittee, AAP, CNS, and SCCM. Neurology. 2023;101(24):1112–32.

7. Walter K. Brain death. JAMA. 2020;324(11):1116.

8. Macedo LF, Carvalho VV, Silva SR, et al. Critérios de diagnóstico de morte encefálica: a experiência de médicos com o atual protocolo. Revista Neurociências. 2023;31:1–27.

9. Donoso MTV, Silva JLL, Oliveira JLC, et al. A enfermagem nas unidades de terapia intensiva: o aparato tecnológico versus a humanização da assistência. Rev Enferm Cent-Oeste Min. 2017;7.

10. Arruda PL, Oliveira JLC, Souza VS, et al. Evolução clínica e sobrevida de pacientes neurocríticos. Rev Esc Enferm USP. 2019;53:e03505.

11. Amorim IG, Silva KR, Pereira F, et al. Time for determining the diagnosis of brain death and its relation to organ donation. Int Med Soc. 2017;10(88):1–6.

12. Cesar MP, Costa MR, Silva J, et al. Percepções e experiências de trabalhadores de enfermagem sobre o cuidado ao paciente em morte encefálica. Rev Baiana Enferm. 2019;33.

13. Peters MDJ, Godfrey C, McInerney P, et al. Chapter 11: scoping reviews. JBI Manual for Evidence Synthesis. 2020;169(7):467–73.

14. Tricco AC, Lillie E, Zarin W, et al. PRISMA extension for scoping reviews (PRISMA-ScR): checklist and explanation. Ann Intern Med. 2018;169(7):467–73.

15. Escudero D, Valentín A, Pérez-Bárcena J, et al. Intensive care practices in brain death diagnosis and organ donation. Anaesthesia. 2015;70(10):1130–9.

16. Escudero D, Sánchez M, Pérez-Bárcena J, et al. Clinico-radiological factors related to early brain death. Med Intensiva (Engl Ed). 2022;46(1):1–7.

17. Senouci K, Guerrini P, Diene E, et al. A survey on patients admitted in severe coma: implications for brain death identification and organ donation. Intensive Care Med. 2004;30:38–44.

18. Mutlu NM, Yildirim A, Aydinli B, et al. Brain deaths and donors in an education and research hospital. Transplant Proc. 2019;51(7):2176–9.

19. Sipahioglu H, Yilmaz M, Yilmaz S, et al. Retrospective analysis of 1998 patients diagnosed with brain death between 2011 and 2019 in Turkey. J Neuroanaesthesiol Crit Care. 2022;9(2):106–11.

20. Ding ZY, Li A, Pan J, et al. A comparison of brain death criteria between China and the United States. Chin Med J. 2015;128(21):2896–901.

21. Aldunate D, Santarelli VS, Hidalgo G. 10 years of implementation of the “Glasgow 7” quality guarantee program in the Mendoza Central Hospital: epidemiology and evolution of neurocrytic patients. Transplant Proc. 2020;52(4):1053–5.

22. Arslantas R, Çevik BE. Factors affecting organ donation rate during devastating brain injuries: a 6-year data analysis. Acta Chir Belg. 2021;121(4):242–7.

23. Barros MA, Kessler IM. Panorama atual do diagnóstico de morte encefálica no Brasil: papel da ultrassonografia Doppler transcraniana. Braz J Transplant. 2023;26:e1323.

24. Gomes ANH, Barbosa LMCP, Passos LNM. Perfil epidemiológico de notificações de morte encefálica. Res Soc Dev. 2020;9(7):e862974662.

25. Lentz AB, Silva MP, Rocha J, et al. Prevalência de morte encefálica em pacientes advindos do setor de urgência e emergência. Res Soc Dev. 2024;13(12):e20131247581.

26. Leblebici M. Prevalence and potential correlates of family refusal to organ donation for brain-dead declared patients: a 12-year retrospective screening study. Transplant Proc. 2021;53(2):548–54.

27. Albiani LR, Silva CA, Rocha RP, et al. Epidemiologia do traumatismo cranioencefálico em um hospital público de urgência e emergência da grande Vitória, ES. Multi-Science Res (MSR). 2023;6(1):15–23.

28. Oliveira Alcântara F, Silva TR, Souza FM, et al. Prevalência da recusa familiar quanto à doação de órgãos para transplante no estado de Rondônia. Rev Eletr Acervo Saúde. 2019;34:e1014.

29. Mendes NU, Carvalho JP, Rocha LO, et al. Características epidemiológicas dos doadores de órgãos de um hospital público do sul de Brasil. Rev Pesqui Cuid Fundam Online. 2024;16:e13228.

30. Lee WS, Kim JH, Park SJ, et al. Changes in clinical features and demographics in donors after brain death over the past 20 years: a single-center experience in the Republic of Korea. Exp Clin Transplant. 2021;19(6):522–6.

31. Bertasi RAO, Silva JF, Oliveira PC, et al. Perfil dos potenciais doadores de órgãos e fatores relacionados à doação e a não doação de órgãos de uma Organização de Procura de Órgãos. Rev Col Bras Cir. 2019;46:e20192180.

32. Souza DH, Lima AR, Santos FM, et al. Determinação de morte encefálica, captação e doação de órgãos e tecidos em um hospital de ensino. CuidArte Enferm. 2021;53–60.

33. Sansoni TM. Perfil dos pacientes diagnosticados em morte encefálica nas unidades de Terapia Intensiva da Universidade Estadual de Campinas/UNICAMP: análise de 7 anos (2010–2017) [tese]. São Paulo: Universidade Estadual de Campinas; 2021.

34. Silva Guimarães A, Oliveira R, Santos F, et al. Morte encefálica: perfil clínico-epidemiológico dos potenciais doadores de órgãos e tecidos em um hospital referência em urgência e emergência da Amazônia Ocidental. Rev CPAQV-Centro Pesq Avanç Qual Vida. 2023;15(3).

35. Knihs NS, Oliveira J, Souza FM, et al. Ferramenta de avaliação da qualidade: mapeamento de sinais clínicos de morte encefálica. Cogitare Enferm. 2021;26:e75140.

36. Dantas Oliveira de Moura K, Silva TM, Oliveira R, et al. Prevalência e fatores associados ao diagnóstico de morte encefálica. Rev Enferm UFSM. 2021;11.

37. Andic O, Kaya T, Yildiz S, et al. Our five years' experience on the patients with brain death diagnosis: two centered retrospective study. East J Med. 2020;25(1):109–13.

38. Barros MA, Kessler IM. Panorama atual do diagnóstico de morte encefálica no Brasil: papel da ultrassonografia Doppler transcraniana. Braz J Transplant. 2023;26:e1323.

39. Gomes ANH, Barbosa LMCP, Passos LNM. Perfil epidemiológico de notificações de morte encefálica. Res Soc Dev. 2020;9(7):e862974662.

40. Wagner LS, Souza RL, Magajewski FRL. Novos procedimentos de confirmação da morte encefálica no Brasil: resultados da Central Estadual de Transplantes de Santa Catarina. Rev Bras Ter Intensiva. 2021;33(2):290–7.

Published

2026-02-25

How to Cite

NASCIMENTO, N., da Silva Almeida, P. K., dos Santos, J. L., & Gomes de Magalhães Soares Pinheiro, F. (2026). CAUSAS DE MORTE ENCEFÁLICA EM UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA: REVISÃO DE ESCOPO: Causes of brain death in the intensive care unit: scope review. Revista Interdisciplinar De Pesquisa E Inovação, 14(1). Retrieved from https://periodicos.ufs.br/revipi/article/view/23644