“Eu tenho algo a dizer”/“Aqui tem voz”: costumes em comum
DOI:
https://doi.org/10.33662/ctp.v8i04.9887Resumo
Recebido: 16/10/2017
Aprovado: 20/11/2017
Publicado: 10/12/2017
Neste artigo promovo um mergulho no universo musical e cultural do rap para captar, em composições produzidas no Brasil entre o final dos anos 1980 e os tempos atuais, elementos para analisar como a idéia de poder da palavra se transformou – ou foi forjada – em um dos valores fundamentais da prática cultural e musical dos rappers brasileiros. A hipótese é que a defesa dessa idéia criou e alimentou a postura que vê no poder da palavra um espaço de intervenção, um modo de se fazer presente na sociedade, de colocar em circulação leituras de mundo e sentimentos que não fazem parte dos valores hegemônicos que marginalizavam, por exemplo, negros e pobres.
Palavras-chave: rap, performance discursiva, sensibilidade popular














