Ensino de história, Educação para as relações étnico-raciais e Libras
desafios do passado em um tempo presente
Resumo
Este texto parte de provocações para o ensino das relações étnico-raciais e tem como objetivo levantar discussões sobre as intersecções entre surdez e raça no âmbito educacional. Para isso, junto dos estudos da interseccionalidade de Davis (2016) e Crenshaw (2002) para compreensão e uso conceitual do termo, e dos debates sobre currículo levantados por Silva (1999), Lopes e Candau (2011), como forma de refletir sobre a organização curricular em relação às suas prescrições e propostas excludentes, assim como das emergências para uma educação para a diversidade e que seja inclusiva. Com esse levantamento, sigo para a análise bibliográfica sobre os estudos que versam sobre a surdez e os sujeitos negros. Percebo que, no campo acadêmico, em especial nos estudos da história e historiografia, essa é uma discussão que ainda se faz recente. Dada sua importância e urgência, mesmo que de forma ainda lenta, existe trabalhos e discussões que visam promover reformulações no campo educacional. Nesse sentido, esse trabalho possibilita levantar observações e entendimentos sobre a configuração social no passado e no presente a partir das marcações socias de gênero, raça e surdez.

