Sempre-vivas em luta:
uma experiência de história pública decolonial em defesa de uma territorialidade ancestral no Quilombo de Mata dos Crioulos (MG)
Resumo
O artigo apresentado pretende analisar a construção de memórias de territorialidade e as narrativas de história pública decolonial constituídas nos processos integrativos entre a Comunidade Quilombola de Mata dos Crioulos (MG), a Comissão em Defesa dos Direitos das Comunidades Extrativistas (CODECEX) e as equipes técnicas acadêmicas, responsáveis por produzir documentos públicos, a saber: o Relatório Técnico de Identificação e Delimitação Territorial (2014), o Dossiê Sistema Agrícola Tradicional na Serra do Espinhaço Meridional - MG-BR (2020) e o Protocolo Comunitário de Consulta Prévia das Comunidades Quilombolas Apanhadoras de Flores Sempre-vivas (2019). A metodologia usada foi a história oral, a análise da produção discursiva presente nos documentos públicos e a leitura da narrativa fílmica do curta-metragem “Tempo da Roça, Tempo da Campina” (2020).
Palavras-chave: História Pública Decolonial; Territorialidade; Identidade Quilombola; Costumes.