Sobre blackouts, treinamentos e outras transformações no cotidiano de Aracaju durante a II Guerra
Resumo
O artigo analisa um dos mais sensíveis efeitos no cotidiano de Aracaju decorrentes da série de ataques a navios mercantes brasileiros, ocorrida em agosto de 1942, nas águas da Bahia e de Sergipe: a instituição dos blackouts programados, medida resultante da necessidade de evitar maior exposição da cidade a possíveis ataques aéreos e à sinalização para embarcações eixistas. Tal medida foi acompanhada da instituição de treinamentos de defesa passiva antiaérea, com simulações, avisos e uma série de orientações à população. Foram examinados os periódicos sergipanos Correio de Aracaju, O Nordeste, Folha da Manhã e o Diário Oficial do Estado de Sergipe. O estudo destaca o processo de organização dos blackouts programados, a instituição dos treinamentos de defesa passiva antiaérea e os desdobramentos dessas transformações no cotidiano de Aracaju.
Palavras-chave: Segunda Guerra, Cotidiano, Blackouts, Defesa Antiaérea, Aracaju.

