EVANDRO TEIXEIRA: O OLHO DA RESISTÊNCIA
Resumo
O Golpe de 1964 encontrou no Brasil um jornalismo de grande diversidade e de alta qualidade. Embora os grandes jornais diários, em especial no Rio de Janeiro – tais como “O Correio da Manhã” (circulou de 1901 até 1974), “Última Hora”, fundado por Samuel Wainer (circulou de 1951 até 1971) – ambos duramente atingidos pelas medidas da ditadura -, “O Dia”, “A Noite” (que havia circulado entre 1911 e 1957), fossem jornais de alguma fragilidade financeira – ao contrário dos dois diários poderosos de São Paulo, como “A Folha de São Paulo” e “O Estado de São Paulo” – a imprensa era largamente marcada pela presença do “Jornal do Brasil” (circulou como jornal-papel entre 1891 e 2010, quando passou a ser o JB Online), onde cronistas de alto nível intelectual desempenhavam um papel bastante importante. Havia, ainda, as revistas de Adolfo Bloch, como “O Cruzeiro” e “Manchete”, com suas edições repletas de fotos e ilustrações, então, de alta qualidade – em especial do jornalista Jean Manzoni.

