EDITORAL DE “O GLOBO” EM APOIO AO GOLPE DE 1964 ( em 2 de abril de 1964).
Resumo
Durante os anos finais do Regime Militar, em especial durante a luta pela Anistia 9entre 1975 e 1979), pelas “Diretas Já” ( 1984) e pela eleição, mesmo indireta, de Tancredo Neves para a presidência 91984-1985), consolidou-se, a partir da rejeição generalizada ao regime, uma visão do país dividido em dois blocos assimétricos: “os militares” e seus poucos seguidores ( mesmo a ex-ARENA, então PDS, partido de apoio ao regime havia rachado, com a dissidência de nomes importantes como José Sarney, Antonio Carlos Magalhães e Marco Maciel ), e a “oposição democrática”, “civil” e “plural”, muitas vezes expressa no conceito de “sociedade civil”. Ocorre, que nos momentos que antecederam o Golpe de 1964 e durante a vigência do regime, boa parte da chamada “sociedade civil”, como a mídia, a Igreja, o empresariado e mesmo importantes grupos de intelectuais (Sobral Pinto, Raquel de Queiroz, Nelson Rodrigues) apoiaram o Golpe e a implantação do Regime Civil-Militar no Brasil. A posição do jornal O GLOBO é bastante ilustrativa do caráter de colaboração civil com o Golpe Militar.Downloads
Publicado
2015-09-18
Como Citar
O Globo, E. de. (2015). EDITORAL DE “O GLOBO” EM APOIO AO GOLPE DE 1964 ( em 2 de abril de 1964). Boletim Do Tempo Presente, (09). Recuperado de https://periodicos.ufs.br/tempopresente/article/view/4144
Edição
Seção
Artigos

