Cultura urbana e visualidades na sociologia de Georg Simmel
DOI:
https://doi.org/10.21669/tomo.v45.24609Palavras-chave:
Simmel, visualidade, sociologia dos sentidos, cultura urbana, atitude blaséResumo
Este artigo propõe uma análise aprofundada da teoria de Georg Simmel sobre a visualidade como elemento central na constituição da sociabilidade moderna. Partindo da tese de que a visão, especialmente por meio da noção de olhar mútuo, constitui uma forma de reciprocidade pura, o estudo articula as contribuições do autor para uma sociologia das formas sensoriais. A partir de uma abordagem formalista-fenomenológica, Simmel examina a estética urbana e a cidade como obra de arte, o rosto como órgão teórico, a sobrecarga sensorial característica da metrópole, a atitude blasé como estratégia de defesa psíquica, a vitrinização do espaço urbano e a sociabilidade como jogo de formas. A análise estende-se também às reflexões sobre a ponte e a porta como materializações visuais da conexão e da separação, e o adorno como expansão visual da personalidade. O artigo reafirma a centralidade da visualidade na sociologia de Simmel, não apenas como elemento estético, mas também como forma de interação, apontando tanto a relevância atual de suas categorias analíticas quanto as limitações de sua perspectiva diante da cultura visual na contemporaneidade.
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