Corporação transnacional e trabalho local: estratégias corporativas, organização sindical e duas greves na Vale Canadá (2009-2021)
DOI:
https://doi.org/10.21669/tomo.v45.24792Palavras-chave:
corporação transnacional, Vale, Trabalho, sindicalismo, grevesResumo
O artigo analisa as mudanças na estratégia corporativa da Vale, os conflitos trabalhistas e as transformações na organização sindical, com foco em duas greves (2009-2010 e 2021) em operações da empresa em Sudbury, Canadá. Neste país, em 2006, a Vale adquiriu a mineradora Inco e, em 2009, reestruturou suas atividades, buscando reduzir o poder coletivo dos trabalhadores, cortar bônus, alterar planos de pensão e políticas de segurança, o que levou à mais longa greve do setor privado canadense em 30 anos, encerrada com vitória da empresa. Em 2021, durante a pandemia de COVID-19, houve uma nova greve, na qual o sindicato obteve ganhos importantes e se fortaleceu. O episódio revela o aprendizado do sindicato para enfrentar o capital transnacional e as oportunidades abertas com a nova estratégia corporativa da Vale, que aposta em metais para a transição energética. O artigo baseia-se em entrevistas e em análise documental, com pesquisas de campo realizadas em 2016 e 2024.
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