POLÍTICAS DE LÍNGUAS DE SINAIS: A INCLUSÃO LINGUÍSTICA EM UMA PERSPECTIVA TRANSNACIONAL

Auteurs

DOI :

https://doi.org/10.51951/ti.v10i22

Résumé

No final do século XX, é possível observar uma crescente proliferação do reconhecimento legal das línguas de sinais. O objetivo deste artigo é discutir sobre políticas de línguas de sinais a partir da grade de inteligibilidade da inclusão linguística. Com base em autores que discutem a inclusão desde uma perspectiva pós-estruturalista, bem como em autores da Política Linguística, a discussão opera sobre o eixo da gestão linguística e toma como materialidade observável um conjunto de políticas explícitas de reconhecimento legal de línguas de sinais de 46 países. A partir dessa discussão, assume-se que a inclusão linguística das línguas de sinais constitui práticas de governamento das populações de pessoas surdas em um território nacional.

Palavras-chave: Políticas linguísticas. Reconhecimento legal. Línguas de sinais. Surdos. Inclusão linguística.

Téléchargements

Les données relatives au téléchargement ne sont pas encore disponibles.

Biographie de l'auteur

Pedro Henrique WITCHS, Universidade Federal do Espírito Santo - UFES

Doutor em Educação; Departamento de Línguas e Letras e Programa de Pós-Graduação em Linguística; Universidade Federal do Espírito Santo, Vitória, ES, Brasil.

Références

ARNOLD, Delci Knebelkamp. Dificuldades de aprendizagem: o estado de corrigibilidade na escola para todos. 2006. 172 f. Dissertação (Mestrado em Educação) – Programa de Pós-Graduação em Educação, Universidade do Vale do Rio dos Sinos, São Leopoldo, 2006. Disponível em: http://biblioteca.asav.org.br/vinculos/tede/Dificuldades%20de%20aprendizagem.pdf. Acesso em: 25 jan. 2021.

BENVENUTO, Andrea; SÉGUILLON, Didier. Primeiros banquetes dos surdos-mudos no surgimento do esporte silencioso 1834-1942: por uma história política das mobilizações coletivas dos surdos. Moara, n. 45, p. 60-78, set. 2016. Disponível em: http://dx.doi.org/10.18542/moara.v1i45.3707. Acesso em: 25 jan. 2021.

BERENBLUM, Andrea. A invenção da palavra oficial: identidade, língua e escola em tempos de globalização. Belo Horizonte: Autêntica, 2003.

CONAMA, John Bosco. Situating the socio-economic position of Irish Deaf community in the equality framework. Equality, Diversity and Inclusion: An International Journal, v. 32, n. 2, p. 173-194, 2013. Disponível em: https://doi.org/10.1108/02610151311324406. Acesso em: 25 jan. 2021.

DECROSSE, Anne. Um mito histórico, a língua materna. In: VERMES, Geneviève; BOUTET, Josiane (Orgs.). Multilinguismo. Campinas: Editora da Unicamp, 1989. p. 19-29.

DE MEULDER, Maartje. The Legal Recognition of Sign Languages. Sign Language Studies, v. 15, n. 4, p. 498-506, 2015. Disponível em: https://www.jstor.org/stable/26191000. Acesso em: 25 jan. 2021.

HLIBOK, Tawny Holmes. Language Policy in the Context of Sign Languages and Deaf Community Activism. Llengua, Societat i Comuunicació, n. 16, p. 54-62, 2018. Disponível em: https://doi.org/10.1344/LSC-2018.16.7. Acesso em: 25 jan. 2021.

JANSON, Tore. A história das línguas: uma introdução. São Paulo: Parábola Editorial 2015.

LANE, Harlan. A máscara da benevolência: a comunidade surda amordaçada. Lisboa: Instituto Piaget, 1992.

LANE, Harlan; PILLARD, Richard C.; HEDBERG, Ulf. The People of the Eye: deaf ethnicity and ancestry. New York: Oxford University Press, 2011.

LOPES, Maura Corcini. Políticas de inclusão e governamentalidade. Educação & Realidade, v. 34, n. 2, p. 153-169, 2009. Disponível em: https://seer.ufrgs.br/index.php/educacaoerealidade/article/view/8297. Acesso em: 25 jan. 2021.

LOPES, Maura Corcini; FABRIS, Eli Henn. Inclusão & Educação. Belo Horizonte: Autêntica Editora, 2013.

FOUCAULT, Michel. Segurança, território, população: curso dado no Collège de France (1977-1978). São Paulo: Martins Fontes, 2008.

McDONNELL, Patrick. Disability, Deafness and Ideology in the Twentieth and early Twenty-first Centuries. Educação & Realidade, Porto Alegre, v. 41, n. 3, p. 777-788, 2016. Disponível em: https://doi.org/10.1590/2175-623661091. Acesso em: 25 jan. 2021.

NASCIMENTO, Gabriel Silva. A língua própria do surdo: a defesa da língua a partir de uma subjetividade surda resistente. 2019. 97 f. Dissertação (Mestrado em Educação) – Programa de Pós-Graduação em Educação, Universidade Federal do Espírito Santo, Vitória, 2019. Disponível em: http://dspace3.ufes.br/handle/10/11378. Acesso em: 25 jan. 2021.

PADDEN, Carol. Translating Veditz. Sign Language Studies, v. 4, n. 3, p. 244-260, 2004. Disponível em: https://www.jstor.org/stable/26190749. Acesso em: 25 jan. 2021.

QUADROS, Ronice Müller de. Language Policies and Sign Languages. In: TOLLEFSON, James; PÉREZ-MILANS, Miguel (Eds.). The Oxford Handbook of Language Policy and Planning. Oxford University Press: Oxford, 2018. Disponível em: https://doi.org/10.1093/oxfordhb/9780190458898.013.15. Acesso em: 25 jan. 2021.

RODRIGUES, José Raimundo. As seções de surdos e de ouvintes no Congresso de Paris (1900): problematizações sobre o pastorado e a biopolítica na educação de surdos. 2018. 202 f. Dissertação (Mestrado em Educação) – Programa de Pós-Graduação em Educação, Universidade Federal do Espírito Santo, Vitória, 2018. Disponível em: http://repositorio.ufes.br/handle/10/10846. Acesso em: 25 jan. 2021.

RODRIGUES, José Raimundo; VIEIRA-MACHADO, Lucyenne Matos da Costa; VIEIRA, Eliane Telles de Bruim. Congresso de Paris (1900): a seção de surdos e sua atualidade em relação à educação de surdos. Revista Brasileira de História da Educação, v. 20, n. 1, 2020. Disponível em: https://doi.org/10.4025/rbhe.v20.2020.e095. Acesso em: 25 jan. 2021.

SEVERO, Cristine Gorski. A diversidade linguística como questão de governo. Calidoscópio, v. 11, n. 2, p. 107-115, mai./ago. 2013. Disponível em: http://revistas.unisinos.br/index.php/calidoscopio/article/view/cld.2013.112.01. Acesso em: 25 jan. 2021.

SILVA, Rodrigo Manoel Dias da. Educação, identidades e diversidades: uma análise da Declaração Universal sobre Diversidade Cultural. Quaestio, Sorocaba, v. 17, n. 2, p. 371-385, nov. 2015. Disponível em: http://periodicos.uniso.br/ojs/index.php/quaestio/article/view/2395. Acesso em: 25 jan. 2021.

SPOLSKY, Bernard. Para uma Teoria de Políticas Linguísticas. ReVEL, v. 14, n. 26, p. 32-44, 2016. Disponível em: http://www.revel.inf.br/files/f69d74cdefbd9c6efb801010f2ac8b13.pdf. Acesso em: 25 jan. 2021.

STOKOE, William. Sign Language Structure: An Outline of the Visual Communication Systems of the American Deaf. Journal of Deaf Studies and Deaf Education, v. 10, n. 1, p. 3-37, 2005. Disponível em: https://doi.org/10.1093/deafed/eni001. Acesso em: 25 jan. 2021.

UNESCO. Universal Declaration of Linguistic Rights. Barcelona: World Conference on Linguistic Rights Barcelona, 1996. Disponível em: https://unesdoc.unesco.org/ark:/48223/pf0000104267. Acesso em: 25 jan. 2021.

VEDITZ, George. Preservation of Sign Language. National Association of the Deaf. EUA. 14 min. 1913. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=XITbj3NTLUQ. Acesso em: 14 mar. 2020.

WRIGLEY, Owen. The Politcs of Deafness. Washington, D.C.: Gallaudet University Press, 1996.

Publiée

2020-12-30

Comment citer

WITCHS, Pedro Henrique. POLÍTICAS DE LÍNGUAS DE SINAIS: A INCLUSÃO LINGUÍSTICA EM UMA PERSPECTIVA TRANSNACIONAL. Travessias Interativas, São Cristóvão-SE, v. 10, n. 22, p. 352–365, 2020. DOI: 10.51951/ti.v10i22. Disponível em: https://periodicos.ufs.br/Travessias/article/view/15342. Acesso em: 10 juill. 2026.

Numéro

Rubrique

Políticas linguísticas das línguas de sinais