A tradução intersemiótica de O auto da Compadecida e de O santo e a porca no filme O auto da Compadecida, a composição dos personagens e dos espaços identitários do sertão nordestino
DOI :
https://doi.org/10.51951/ti.v15i35.p6-21Mots-clés :
O Auto da Compadecida. O Santo e a porca. Tradução intersemiótica. Identidade culturalRésumé
Este trabalho discute como a tradução Intersemiótica das peças O auto da Compadecida e O santo e a porca, proporcionalmente aos traços da commedia dell’arte e da arte circense, contribui para a construção de uma identidade sertaneja nordestina. Assim, observa-se como a articulação dessas linguagens colabora para a análise de tipos sociais (João Grilo e Chicó) e espaços identitários sertanejos e nordestinos. Para tanto, este artigo ampara-se nos seguintes aportes teóricos: o estudo da tradução Intersemiótica (Plaza, 2003), os preceitos sobre commedia dell’arte (Borba, 2012) e da arte circense (Bolognesi, 2003), além das abordagens sobre iluminação (Turner, 1997), mise-en-scène (Dunker; Rodrigues, 2015) e planos cinematográficos (Andrade, 2013). Todos esses elementos contemplam a constatação de que o filme ressignifica a premissa do teatro de Ariano Suassuna ao conciliar linguagens populares às eruditas. Nesse sentido, também são analisadas, na constituição da linguagem cinematográfica, linguagens populares presentes no imaginário nordestino, tais como: o cordel, os causos, o mamulengo, a procissão e as festas religiosas dedicadas à Nossa Senhora.
Submissão: 05 out. 2025 ⊶ Aceite: 08 nov. 2025
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