Chapéus, café, ensino
Cecília Meireles, Rubem Alves e educação sensível no contexto da sociedade de mercado
DOI:
https://doi.org/10.51951/ti.v16i36.p66-79Palavras-chave:
Educação sensível. Cecília Meireles. Rubem Alves. Neoliberalismo.Resumo
A exemplo das orientações da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) para a Educação Infantil, a sensibilidade como princípio educativo parece ser comum na Infância. Entretanto, a partir do Ensino Fundamental, diante da sistematização dos conhecimentos e das exigências por produtividade e resultados imediatos na atual sociedade de mercado, a sensibilidade na educação formal tende a ser renunciada. Este trabalho apresenta os textos “Café e educação”, de Cecília Meireles (2017), e “O país dos chapéus”, de Rubem Alves (2005), como referências em nome da educação sensível. O objetivo é reivindicar a sensibilidade como princípio didático-pedagógico a partir desses textos, considerando toda a formação básica. O referencial teórico está pautado nos estudos de Valéria Lamego, em A farpa na lira: Cecília Meireles na Revolução de 30 (1996); A alegria de ensinar (1994) e Educação dos sentidos e mais... (2005), de Rubem Alves; A escola não é uma empresa: o neo-liberalismo em ataque ao ensino público (2004), de Christian Laval; Ensinar a viver: manifesto para mudar a educação (2015), de Edgar Morin; Fundamentos estéticos da educação (1981), de João Francisco Duarte Júnior; e Política e educação (2022), de Paulo Freire. Sugere-se, por fim, uma educação humanizadora pela sensibilidade, a fim de combater a lógica mercadológica que Invade os sistemas brasileiros de ensino.
Submissão: 07 fev. 2026 ⊶ Aceite: 26 abr. 2026
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Referências
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