Alfabetização ambiental no ensino básico

reflexões ecocríticas a partir de Corpos benzidos em metal pesado

Autores/as

DOI:

https://doi.org/10.51951/ti.v15i34.p146-156

Palabras clave:

Antropoceno. Ecocrítica. Literatura de Língua Portuguesa.

Resumen

Este artigo propõe uma leitura do texto literário sob perspectiva teórica ecocrítica baseada também no conceito de Antropoceno, termo cunhado pelo biólogo Eugene F. Stoemer e desenvolvido pelo químico Paul Crutzen. Objetiva refletir sobre a ação humana no planeta e os diferentes modos como afeta os seres humanos e não humanos. A obra utilizada para a análise é o livro de contos Corpos benzidos em metal pesado (2022) de Pedro Augusto Baía, cujas narrativas versam sobre personagens que vivem à margem de rios ou em áreas de exploração madeireira afetadas pelo desmatamento ou poluição das águas pela extração de minério. O texto resulta de uma pesquisa bibliográfica e aplicada, utilizando um questionário de avaliação qualitativa com alunos do primeiro ano do Ensino Médio, que fizeram a leitura de três contos do livro durante oficina de leitura do texto literário com abordagem ecocrítica. Assim como a Ecocrítica, os estudos do Antropoceno, por meio da literatura, permitem que essa área de conhecimento contribua para uma mudança de mentalidade dos corpos discente e docente quanto ao seu papel na preservação da vida dos seres humanos e não humanos.

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Biografía del autor/a

Adriano Carlos Moura, Instituto Federal Fluminense - IFF

Doutor em Estudos Literários (UFJF). Professor de Literatura Portuguesa e Literaturas Africanas de Língua Portuguesa do IFFluminense.

Lazarus Ferreira Lessa Sampaio, Instituto Federal Fluminense - IFF

Licenciando em Letras – Português e suas Literaturas pelo Instituto Federal Fluminense Campus Campos Centro.

Citas

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Publicado

2025-08-07

Cómo citar

MOURA, Adriano Carlos; SAMPAIO, Lazarus Ferreira Lessa. Alfabetização ambiental no ensino básico: reflexões ecocríticas a partir de Corpos benzidos em metal pesado. Travessias Interativas, São Cristóvão-SE, v. 15, n. 34, p. 146–156, 2025. DOI: 10.51951/ti.v15i34.p146-156. Disponível em: https://periodicos.ufs.br/Travessias/article/view/n34p146. Acesso em: 18 abr. 2026.