Da terra aos corpos
ecos da colonialidade do poder em O plantador de abóboras, de Luís Cardoso
DOI:
https://doi.org/10.51951/ti.v16i36.p7-21Palavras-chave:
Colonialidade do poder. Corpo. Território. Timor-Leste. Luís Cardoso.Resumo
O presente artigo propõe-se a analisar o romance O Plantador de Abóboras (2022), de Luís Cardoso, sob uma perspectiva decolonial, com o Intuito de examinar como a narrativa problematiza a colonialidade do poder e a exploração da natureza ao articular memória, corpo e território. Fundamentada nos aportes teóricos de Quijano (2005) e Ferdinand (2022), a análise evidencia como a obra revela a persistência das hierarquias raciais, epistêmicas e ambientais, que se entrelaçam à exploração simultânea da natureza e dos corpos racializados, configurando-se como expressão das lógicas de dominação moderna. A partir da voz feminina que estrutura o enredo, observa-se a denúncia das violências coloniais e a reinscrição de práticas de resistência e reexistência, Indicando que a literatura, para além de espaço estético, constitui-se como território de Insurgência e reconstrução simbólica, capaz de Interpelar fundamentos coloniais da modernidade e propor outras formas de existência e compreensão do mundo.
Submissão: 05 nov. 2025 ⊶ Aceite: 18 mar. 2026
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Referências
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