Competências digitais docentes e familiaridade tecnológica na adoção da inteligência artificial generativa no ensino secundário
DOI:
https://doi.org/10.29276/redapeci.2026.26.123534.28-42Resumo
Este artigo investiga de que forma a familiaridade tecnológica e as competências digitais dos professores influenciam a utilização de ferramentas de inteligência artificial generativa (IA Gen) no ensino secundário em Cabo Verde e Portugal. A investigação assenta numa abordagem metodológica mista, combinando inquérito por questionário e entrevista estruturada. O modelo teórico AI-TPACK orienta a análise das dimensões do conhecimento docente requeridas para uma integração ética, pedagógica e contextualizada da IA. Os dados revelam que, em Portugal, a IA Gen começa a ser integrada em práticas pedagógicas, ao passo que, em Cabo Verde, o processo é ainda incipiente, limitado por fragilidades infraestruturais e institucionais. Apesar das diferenças, os professores reconhecem o potencial da IA Gen para personalizar a aprendizagem, adaptar conteúdos e apoiar processos avaliativos. Conclui-se que, embora a familiaridade tecnológica favoreça a adoção, são as competências digitais que mais influenciam a integração efetiva da IA Gen nas práticas educativas. Contudo, a apropriação pedagógica permanece limitada em ambos os contextos, exigindo investimentos estruturais, formativos e políticos.
Palavras-chave: Ensino secundário. Inteligência artificial generativa. Tecnologias educativas. TAPCK. Transformação educativa.
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