Gramaticalização: perspectivas teóricas e caminhos analíticos a partir do tratado geral sobre gramaticalização
DOI:
https://doi.org/10.29276/redapeci.2026.26.123574.141-152Resumo
Este artigo, de natureza teórico-bibliográfica, analisa a gramaticalização como um fenômeno linguístico multifacetado, tomando como referência o capítulo Tratado Geral sobre Gramaticalização e articulando-o a diferentes correntes teóricas. O objetivo é discutir os mecanismos que caracterizam esse processo, compreender suas implicações para a mudança linguística e refletir sobre sua aplicabilidade como ferramenta metodológica no campo da linguística e da educação. Metodologicamente, a pesquisa adota uma abordagem fundamentada na revisão crítica de autores clássicos e contemporâneos, como Meillet, Lehmann, Hopper, Traugott e Bybee, além de estudos recentes sobre português brasileiro e Libras. A análise se baseia em conceitos-chave como unidirecionalidade, metáfora, metonímia e frequência de uso, confrontando tendências gerais com exceções e evidências empíricas. Os resultados destacam que, no português brasileiro, formas como “tipo”, “vai” e “cê” ilustram processos ativos de gramaticalização, enquanto na Libras verificam-se fenômenos equivalentes envolvendo verbos de movimento, classificadores e expressões não manuais, confirmando a universalidade do fenômeno. Conclui-se que a gramaticalização não apenas explica mudanças estruturais recorrentes, mas também possibilita análises interdisciplinares que dialogam com cognição, discurso e ensino, reforçando seu valor como recurso metodológico para a descrição da língua e para práticas pedagógicas inovadoras no ensino de gramática.
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